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Carnaval
Subtenente Eliabe sobre bloco dos tornozelados nas Rocas: “Apologia ao crime”
Deputado externou indignação e repúdio ao fato, que contou com integrantes exibindo armas de fogo e tornozeleiras
Redação
04/03/2022 | 09:39

“Representa uma apologia ao crime e uma forma de intimidar a população”, afirmou o deputado estadual, Subtenente Eliabe (Solidariedade), sobre o “Bloco dos Tornozelados” que chamou atenção ao desfilar nas Rocas, na Zona Leste de Natal, durante o Carnaval. Vestindo uniformes semelhantes aos que presos do sistema penitenciário potiguar vestem e ostentando tornozeleiras eletrônicas, centenas de pessoas desfilaram pelas principais ruas do bairro, chamando a atenção dos moradores.

O deputado estadual enfatizou a sua indignação e repúdio ao fato, que contou, inclusive, com crianças desfilando e integrantes do bloco exibindo armas de fogo, como um fuzil, fato que foi noticiado em todo o Brasil. Dezenas de vídeos do desfile do bloco foram gravados e espalhados na internet. O fato repercutiu, com pessoas afirmando que a ação se trataria de apologia ao crime.

“Um bloco formado por tornozelados, pessoas fantasiadas de presidiários, com tornozeleiras eletrônicas, alguns exibindo objetos que parecem armas. É uma situação deplorável. Não podem as autoridades aceitarem isso pacificamente. Os poderes constituídos precisam reagir. Isso é apologia ao crime, uma ameaça à população, uma forma de intimidar a população de bem e precisa de resposta à altura”, reagiu Eliabe.

Para o parlamentar, o maior motivo de indignação, “é a forma como os poderes constituídos se comportam com esse problema: encarando com naturalidade”. O deputado defendeu que as forças de segurança e os policiais deveriam ter ido ao local para realmente se certificarem do que se tratava.

A Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) enviou nota ao AGORA RN nesta quinta-feira 3, afirmando que, “por meio da Central de Monitoramento Eletrônico (Ceme), não identificou nenhuma irregularidade envolvendo detentos do regime semiaberto que utilizam tornozeleira eletrônica no bairro das Rocas no período de Carnaval”.

Conforme a assessoria de imprensa da pasta, houve reforço na fiscalização durante o Carnaval da conduta dos presos, tanto os que estão em regime fechado quando os que estão em liberdade condicional e nenhuma anormalidade foi detectada no sistema prisional do Estado.

Ainda segundo a Seap, durante os dias de Carnaval, foram registrados 13 casos de rompimentos de tornozeleiras eletrônicas, em um universo de 2.916 detentos que são monitorados diariamente e destacou ainda que, “todos os casos de violações e em desconformidade com as regras de uso do equipamento de monitoramento serão comunicados ao judiciário, podendo resultar em regressão do preso para o regime fechado”, destacou.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), na tarde desta quinta-feira 3, pedindo mais informações sobre o Bloco dos Tornozelados, se está em andamento alguma investigação sobre possível infração por aglomeração – já que estamos em plena pandemia – ou apologia ao crime e se o tornozelados não fortalece as facções criminosas em nosso Estado. Mas, fomos aconselhados a procurar a SEAP, que é o órgão responsável pelo sistema prisional.

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