No início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sete aliados, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou a “independência do poder judiciário nacional” diante de tentativas de interferência externa.
Moraes, alvo do dispositivo da Lei Magnitsky aplicado pelos Estados Unidos, não citou diretamente o ex-presidente Donald Trump, que criticou o julgamento chamando-o de “caça às bruxas”.

O ministro destacou que “nenhuma corte ou tribunal do mundo dá tanta transparência aos seus julgamentos como o STF”.
Bolsonaro e os réus, entre eles ex-ministros e militares de alta patente, respondem por crimes que incluem organização criminosa armada, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O julgamento começou nesta terça-feira 2 e seguirá em sessões nos dias 3, 9, 10 e 12 de setembro.