A recente revelação sobre a formação de uma nova facção criminosa no Rio Grande do Norte, nomeada Comando 84, acende o alerta do crescimento da insegurança no nosso estado. Evidenciado pelo juiz Henrique Baltazar e outros profissionais da segurança pública, o cenário está chamando a atenção devido ao silêncio – inércia? – do governo estadual em torno do tema.
A situação é particularmente grave, considerando-se o histórico de violência e desordem nos presídios do RN, exemplificado pelas rebeliões de 2017. A existência dessa nova facção, oriunda de um racha no já temido Sindicato do Crime, intensifica a rivalidade entre grupos criminosos e coloca a população civil em risco.

As preocupações expressas por Eliabe Marques, vice-presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBM-RN), e Vilma Batista, presidente do Sindicato dos Policiais Penais do RN, destacam os perigos que tais organizações representam para a sociedade e a necessidade de fortalecer o sistema prisional, para atenuar a gravidade do problema.
É premissa básica que o governo do Rio Grande do Norte reconheça a seriedade da situação e tome medidas para fortalecer a segurança pública, a começar pelos presídios. A história mostrou repetidamente que o silêncio – e a inércia – diante de tais ameaças apenas exacerbam o problema, deixando a população suscetível e o sistema prisional em uma situação vulnerável.
Portanto, faz-se necessário uma ação preventiva imediata nas políticas de segurança, com mais inteligência, mais investigação e mais medidas preventivas. Além disso, é fundamental que o governo estadual se posicione, comunicando suas estratégias e ações para enfrentar esse alerta que aponta para uma nova onda de criminalidade. A inércia não é uma opção, é uma abdicação de responsabilidade que o governo do Rio Grande do Norte não pode se dar ao luxo de manter – em nome do povo.
Este editorial apela ao governo do RN para que desperte para a realidade em suas mãos e atue de maneira eficiente, garantindo a segurança e o bem-estar de todos os cidadãos potiguares. A inércia não é apenas uma falha de governança, é uma negligência com as vidas que estão sob sua custódia e proteção – dentro e fora dos presídios.