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Prevenção
Setor turístico potiguar teme chegada de segunda onda da Covid-19
Convivendo com a volta de cinemas e teatros e com as pessoas circulando normalmente pelas ruas desde que o distanciamento social começou a cair, Natal e região metropolitana estão abertas ao perigo, faltando semanas para as eleições municipais
Redação
29/10/2020 | 05:23

O Rio Grande do Norte não tem um plano alternativo caso aconteça uma segunda onda do coronavírus. Por enquanto, a orientação é seguir os protocolos de usar máscara, evitar aglomerações e tomar banho quando chegar a casa, tirando e lavando a roupa imediatamente, não se esquecendo de deixar os sapatos do lado de fora da porta.

Mas, nas últimas semanas, as informações oriundas da Europa sugerem que nem isso será suficiente, caso uma segunda onda de um patógeno altamente transmissível aconteça.

Na semana passada, o neurocientista Miguel Nicolelis, coordenador científico do Consórcio Nordeste para a pandemia, emitiu um alerta para o risco iminente de retomada da curva de contágios.

Em setembro, a Europa começou a reviver esse drama, superando pela primeira vez os EUA em número de casos, o que forçou governos a decretar o isolamento social total por regiões mais atingidas.

Convivendo com a volta de cinemas e teatros e com as pessoas circulando normalmente pelas ruas desde que o distanciamento social começou a cair, entre o fim de junho e começo de julho, Natal e região metropolitana estão abertas ao perigo, faltando semanas para as eleições municipais.

Na falta de outra palavra, inquietação é a que parece definir o sentimento de muita gente, a despeito dos números decrescentes de vítimas da doença. E embora boa parte do comércio e dos serviços sigam à risca os protocolos básicos, a mesma situação da epidemia da dengue se repete: enquanto uns se preocuparam em eliminar água parada, o vizinho do lado, não.

“Desde o começo da campanha eleitoral temos visto o descumprimento do distanciamento social e do uso de máscaras como medidas preventivas ao Covid-19. Uma verdadeira afronta a nós comerciantes, que passamos por longo período proibidos de funcionar, alegando que geraríamos aglomerações e contaminação da população pelo coronavírus”, desabafa José Lucena, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL).

Para ele, “o comércio não vai suportar uma nova suspensão das atividades e os candidatos a cargos eletivos precisam pensar na população, nos empregos, e na economia do Rio Grande do Norte que vem amargando perdas desde março”.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH), uma das entidades de classe mais antigas do turismo nacional, segue a mesma linha e diz que enquanto as autoridades sanitárias marcam de perto a frequência hoteleira, pequena durante a semana e maior nos fins de semana, “casas e apartamentos alugados por temporada pelo Airbnb continuam entupidos de gente, sem qualquer fiscalização”.

O superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, entidade que trabalhou duro na difusão de cartilhas biossanitárias entre as micro e pequenas empresas, prefere apostar no bom senso das pessoas. “As empresas estão conscientes e sabem que há uma batalha longa a vencer antes de uma vacina”, afirma Zeca.

Nesta terça-feira, o presidente da Federação da Indústria do RN, Amaro Sales, recomendou que as empresas não baixem a guarda e continuem seguindo à risca todos os protocolos sanitários. “A nossa preocupação é a preocupação do mundo neste momento”, afirmou.

A orientação da Fiern aos associados é obedecer os protocolos, como nós temos praticado dentro das nossas unidades, inclusive, praticando isso dentro de nossas escolas, que ainda estão funcionando de forma remota”, lembrou.

Para o presidente da Câmara Muncipal, Paulinho Freire, a torcida é para que a nova onda não aconteça. “Vemos essa possibilidade com preocupação, mas sabemos que hoje estamos muito mais preparados pela experiência que vivemos com a primeira onda da pandemia”.

Ele lembra que os índices de transmissão da doença continuam diminuindo na cidade e destaca que Natal é referência na forma que enfrentou e enfrenta o coronavírus, com medidas rápidas e eficazes. “A população deve continuar fazendo a sua parte, tomando todas as precauções necessárias, usando máscara, higienizando as mãos e, assim, contribuindo para a diminuição de casos. Juntos e unidos, vamos sair dessa pandemia”.

Para a secretária de Turismo de Tibau do Sul/Pipa, um dos mais importantes turísticos do Rio Grande do Norte, Beth Bauschwitz, “o perigo de uma segunda onda existe, porém temos continuado com os cuidados dos protocolos sanitários”. Ou seja: “Fiscais na rua com apoio policial nos fins de semana, Centro de Covid especializado funcionando”.

Ela lembra que o número de casos de Covid-19 no município, na semana passada, chegou a zerar. “Acredito que observando os números de casos, se necessário for, tomaremos providências. Por ora, estamos sob controle. Mas é bom sempre alertar que a pandemia não acabou”. E recomenda: “Venham para Pipa dispostos a utilizarem máscaras e seguir protocolos”.

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