Wagner Moura acaba de acrescentar ao seu currículo mais um trabalho no cinema. Ele já foi capitão, piloto da Força Aérea cubana, salva-vidas de uma praia, hacker de ficção científica e, agora, ele vive o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello (1948-2003), Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, no filme “Sergio”, produção que chega aos cinemas e à Netflix em abril.
O longa teve sua estreia mundial na terça-feira (28) fora de competição, no Festival de Cinema de Sundance, nos EUA. Baseado na biografia “O Homem Que Queria Salvar o Mundo”, escrita pela diplomata americana Samantha Power, e dirigido por Greg Barker, o filme é uma ficção que se concentra nos últimos anos da vida de Sérgio, como o brasileiro era conhecido no círculo diplomático.

Sérgio Vieira foi morto num atentando terrorista à sede da ONU em Bagdá, no Iraque, em 19 de agosto de 2003, quando exercia sua função de tentar restabelecer a democracia no País após a invasão do Exército americano, que levou à queda de Saddam Hussein.
O filme explora também o tempo que Sérgio passou como representante especial da Administração Transitória da ONU no Timor-Leste, entre 1999 e 2002.
O atentado à bomba que o matou foi mais tarde reivindicado pela Al-Qaeda, que confirmou que o brasileiro era o alvo principal. A linha condutora do filme, que funciona com diversos flashbacks, é o tempo que Sérgio pode ter passado preso nos destroços da explosão.
Sergio faz parte do projeto de Wagner Moura de produzir filmes sobre figuras latinas sem reproduzir estereótipos. “Não é uma negação a Narcos, acho que a série teve uma grande importância política”, encerra Moura.