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Pandemia
Sem data para início da vacinação, Saúde adia reunião com governadores
Na segunda-feira, 11, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reforçou que o governo federal trabalha com três períodos de início da vacinação no país, sendo o mais otimista com começo a partir de 20 de janeiro
Reuters
12/01/2021 | 08:11

O Ministério da Saúde adiou reunião com governadores sobre o cronograma do plano nacional de imunização contra a covid-19 que aconteceria amanhã, uma vez que não há possibilidade de se definir uma data para o início da imunização, afirmou nesta segunda-feira, 11, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

“Sem possibilidade de ter uma data definida amanhã para o início da vacinação, e também em razão da grave crise em Manaus, onde o ministro e sua equipe estão acompanhando, o Ministério da Saúde, em contato comigo agora há pouco, pediu o adiamento da agenda que estava prevista para esta terça-feira para a próxima terça-feira, dia 19”, disse Dias, coordenador do tema da vacina no Fórum Nacional de Governadores, em vídeo divulgado por sua assessoria.

De acordo com o governador, o adiamento foi acatado uma vez que “não fazia sentido realizar uma agenda para marcar outra”, mas Dias cobrou do governo federal a definição de uma data para o início da a vacinação, afirmando ser “o mais esperado” pelos chefes dos Executivos estaduais.

“Dependemos dela para todo cronograma do plano estratégico nacional de imunização”, afirmou.

No Twitter a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, escreveu que espera que a reunião não seja adiada novamente e que aguarda que seja definido o calendário para vacinação.

Na segunda-feira, 11, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reforçou que o governo federal trabalha com três períodos de início da vacinação no país, sendo o mais otimista com começo a partir de 20 de janeiro e o mais demorado de 10 de fevereiro ao início de março.

O governo federal adquiriu 2 milhões de doses da vacina de Oxford-AstraZeneca e outras 6 milhões de doses da CoronaVac para uso emergencial, mas depende de autorização de uso emergencial pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da disponibilidade dos imunizantes. No caso da vacina da AstraZeneca, o governo ainda aguarda a chegada de doses da Índia, enquanto as doses da CoronaVac estão em São Paulo.

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