O secretário de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, afirmou que a ausência do dispositivo de aspiração fechada conhecido como QINPOT não compromete o funcionamento das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. A declaração foi feita em resposta à denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), que atribuiu a falta do equipamento à ausência de pagamento à empresa fornecedora.
Segundo o secretário, não existe atraso de pagamento relacionado ao fornecimento do equipamento e a rede hospitalar dispõe de outro sistema de aspiração, que pode ser utilizado com segurança. “O Sindsaúde disse que, por falta de pagamento, a empresa não queria entregar um equipamento chamado QINPOT. Primeiro, que não tem falta de pagamento de forma nenhuma, nesse caso especificamente.”

O secretário explicou que, na ausência do QINPOT, os profissionais podem utilizar outro método de drenagem de fluidos e secreções, adotado em hospitais e autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Existe a forma, também, que é adotada na imensa maioria das redes dos hospitais, que é um sistema substituto [do QINPOT] que funciona. Eles são frascos rígidos, eles são autoclaváveis, significa dizer que eles podem ser limpos, eles podem ser reutilizados, e é uma prática amplamente consolidada na literatura hospitalar e recomendada, inclusive, pela Anvisa”, completou.
Motta afirmou que o QINPOT possui como característica ser um sistema hermético, mas disse que isso não impede a utilização da alternativa disponível, desde que os profissionais façam uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs).
Denúncia do Sindsaúde
O posicionamento do secretário ocorre após o Sindsaúde/RN informar que as UTIs do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel estariam há mais de um mês sem o dispositivo de aspiração fechada conhecido como QINPOT.
Segundo a entidade, a ausência do equipamento aumenta o risco de contaminação de profissionais de saúde e pacientes. O sindicato também afirmou que a interrupção no fornecimento estaria relacionada à falta de pagamento à empresa responsável pelo material e que, enquanto o problema não é solucionado, os profissionais seguem trabalhando sem a proteção considerada adequada para esse tipo de procedimento.