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Emprego

RN volta a gerar empregos formais em março com saldo de 1.127 vagas

Estado cria 1,1 mil vagas formais em março, após queda em fevereiro; serviços, construção e comércio puxam recuperação, enquanto indústria e agropecuária ainda recuam
Por O Correio de Hoje
30/04/2026 | 13:52

O mercado de trabalho formal no Rio Grande do Norte voltou ao campo positivo em março, após retração registrada no mês anterior. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, indicam a criação de 1.127 vagas com carteira assinada, resultado de 22.118 admissões e 21.001 desligamentos. Em Natal, foram abertos 738 postos, o equivalente a cerca de 65% do saldo estadual, reforçando a concentração da retomada na capital.

O resultado interrompe a sequência de perdas observada em fevereiro, quando o estado havia fechado 2.097 vagas, um dos piores desempenhos do país naquele período. Em janeiro, o saldo havia sido positivo em 1.164 postos. Apesar da recuperação, o desempenho de março não recompõe integralmente as perdas recentes e evidencia a oscilação do mercado de trabalho potiguar ao longo do primeiro trimestre.

Organizadores esperam ultrapassar a marca de R$ 60 milhões do ano passado - Foto: José Aldenir/Agora RN
Construção civil voltou a ser destaque na geração de empregos por todo RN - Foto: José Aldenir

Na comparação interanual, o avanço é mais expressivo. Em março de 2025, o estado havia registrado fechamento de 1.890 vagas formais, cenário revertido neste ano com geração líquida de empregos. O movimento foi sustentado principalmente pelos setores de serviços, construção e comércio, que ampliaram seus saldos positivos. Serviços lideraram a criação de vagas, com 1.429 postos, seguidos pela construção civil, com 861, e pelo comércio, com 584 novas contratações.

Por outro lado, a indústria e a agropecuária seguem como vetores de pressão negativa. O setor industrial encerrou março com saldo negativo de 242 vagas, ainda melhor que o resultado de 2025 (-607). Já a agropecuária registrou retração de 1.504 postos, mantendo o padrão sazonal de desligamentos no período, influenciado pelo fim de ciclos produtivos. No acumulado do trimestre, o estado soma saldo positivo de apenas 194 vagas, abaixo do resultado de 414 registrado no mesmo intervalo de 2025, o que aponta para um ritmo mais irregular em 2026.

No recorte regional, o desempenho do estado foi intermediário no Nordeste. O Rio Grande do Norte ficou atrás de economias como Bahia (14.008 vagas), Ceará (6.629), Piauí (3.308) e Pernambuco (3.287), mas superou Paraíba (930), além de estados com saldo negativo, como Alagoas (-5.243) e Sergipe (-338).

No cenário nacional, o saldo de março foi de 228.208 empregos formais, com 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos, com resultado positivo em 24 unidades da federação. O setor de serviços liderou a geração de vagas no país, com 152.391 postos, seguido por construção (38.316), indústria (28.336) e comércio (27.267). A agropecuária foi o único segmento com retração, impactado pela finalização de safras agrícolas.