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Mortalidade
RN tem alta de 15% nas mortes causadas por problemas respiratórios em março
Levantamento feito a partir do registro de óbito nos cartórios do Rio Grande do Norte mostra que as mortes relacionadas com pneumonia e insuficiência respiratória tiveram alta em março, período que marca a chegada da Covid-19 ao Estado
Redação
14/04/2020 | 05:51

O número de registros de mortes por insuficiência respiratória e pneumonia no Rio Grande do Norte teve um aumento de 15% em março, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil, mecanismo que reúne informações dos cartórios de registro civil de todo o país. Os dois problemas respiratórios mataram 55 pessoas a mais no mês passado do no mesmo período de 2019. O dado aponta para uma possível subnotificação
dos óbitos relacionados com o coronavírus no Estado.

Os dados do sistema de cartórios de registro civil mostram que 278 pessoas morreram em decorrência de pneumonia em março do ano passado, contra as 247 do mês de 2019. Com relação às mortes por insuficiência respiratória, foram 118 em março passado e 142 no mesmo período de 2019.

A suspeita de subnotificação diante dos números de registros de óbitos dos cartórios potiguares recai sobre o fato de que, entre os meses de janeiro e fevereiro, período anterior ao início das ocorrências de casos de Covid-19 no Rio Grande do Norte, as mortes relacionadas com pneumonia e insuficiência respiratória caíram 15,65% no período ao se comparar com o
primeiro bimestre de 2019. Até esta segunda-feira (13), a Covid-19 foi responsável, oficialmente, por 18 mortes no Estado.

Outro dado que aponta para uma possível diferença dos dados reais de Covid-19 está no número de internações de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Houve aumento de seis vezes apenas em março, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O mês registrou 75% de todas as internações relacionadas com problemas respiratórios em todo o ano de 2020. Na 13ª semana epidemiológica do ano, que vai de 22 a 28 de março, foram registradas 13 internações. O mesmo número se repetiu nas duas semanas anteriores – entre os dias 7 e 21 de março.

Em todo o país, o número de registros de mortes por insuficiência respiratória e pneumonia no Brasil também teve um salto em março.
Foram 2.239 mortes a mais em março de 2020 do que no mesmo
período de 2019.

Procurado para falar sobre as mortes, a Secretaria Estadual de
Saúde Pública (Sesap) não se manifestou sobre a possível subnotificação das mortes por Covid-19 no Rio Grande do Norte.

MAIS MORTAL QUE A DENGUE

Duas semanas depois da primeira morte por Covid-19 em Natal, que é causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), a doença contabiliza cinco óbitos na capital potiguar. O número já é maior do que todos os registros mortes confirmadas de dengue no primeiro trimestre do ano. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a arbovirose matou uma
pessoa em 2020.

Os dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram, também, que a Covid-19 tem uma taxa de mortalidade maior que a dengue na capital potiguar. Até esta segunda-feira (13), a cidade tem 145 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e quatro mortes. Já a dengue tem 1.305 casos notificados e apenas uma morte confirmada – há ainda outras duas
em investigação.

O vírus da dengue é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Em Natal, o bairro com maior registro de casos é Planalto, na zona Sul da cidade, com 12% dos casos de dengue.

Já a Covid-19 é transmitida de pessoa para pessoa, por meio do contato com gotículas de saliva, espirros, acessos de tosse, contato próximo e superfícies contaminadas. Na capital, a região mais afetada é o bairro do Tirol, na zona
Leste, que registrada 13,89% dos casos.

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