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Vírus

RN tem alerta por vírus respiratórios

Capital potiguar está entre as 18 capitais brasileiras com nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG
Por O Correio de Hoje
08/05/2026 | 14:16

O Rio Grande do Norte está entre os estados brasileiros com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quinta-feira 7. O levantamento aponta tendência de crescimento nas últimas semanas, impulsionada principalmente pela circulação da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR).

A atualização considera a Semana Epidemiológica 17, entre os dias 26 de abril e 2 de maio. Além do RN, também apresentam sinal de crescimento estados como Acre, Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

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Rio Grande do Norte e Natal aparecem em nível de alerta para crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, segundo boletim da Fiocruz Foto: Reprodução

Natal também aparece entre as 18 capitais brasileiras classificadas com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

Segundo a Fiocruz, o aumento de casos já era esperado devido à sazonalidade dos vírus respiratórios, cujo pico costuma ocorrer em meados de maio. Neste ano, porém, o avanço da influenza A começou mais cedo, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Apesar disso, o boletim já identifica tendência de queda da influenza A em parte do Nordeste, incluindo o Rio Grande do Norte.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa InfoGripe da Fiocruz, destacou que os níveis da influenza A ainda permanecem elevados em vários estados. “A influenza A permanece em níveis elevados em diversos estados, o que reforça a importância da vacinação, especialmente entre os grupos de maior risco, para prevenir casos graves e óbitos”, afirmou.

O boletim também chama atenção para o crescimento dos casos de SRAG associados ao VSR, vírus que afeta principalmente crianças menores de 2 anos. O aumento segue em estados de todas as regiões do país, incluindo o Rio Grande do Norte.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG no Brasil, 38% foram causados pelo vírus sincicial respiratório, 28,9% por influenza A, 26,8% por rinovírus, 3,7% por influenza B e 3,1% por Sars-CoV-2.

Entre os óbitos registrados no mesmo período, a influenza A respondeu por 49,2% dos casos positivos, seguida por rinovírus (19,5%), Covid-19 (14,1%), vírus sincicial respiratório (7,8%) e influenza B (4,3%).

O InfoGripe aponta ainda que a incidência de SRAG continua mais elevada entre crianças pequenas, especialmente em razão do VSR e do rinovírus. Já a mortalidade permanece maior entre idosos, principalmente associada à influenza A e à Covid-19.

Em 2026, o país já notificou 51.794 casos de SRAG. Desse total, 23.213 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos confirmados, 26,4% foram de influenza A, 23,2% de VSR, 37,4% de rinovírus e 8% de Covid-19.

O Boletim InfoGripe integra uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) para monitoramento dos casos de SRAG no País e auxiliar as vigilâncias em saúde na definição de ações prioritárias de resposta.