O Ministério da Saúde divulgou o resultado da seleção de projetos de instituições privadas e sem fins lucrativos que atuam na prevenção e no combate ao câncer e na promoção da saúde da pessoa com deficiência (PCD). Ao todo, 184 instituições foram selecionadas em 22 estados e no DF para integrar o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), com autorização para captação de até R$ 652 milhões.
O Rio Grande do Norte teve 4 instituições selecionadas, sendo 3 para o Pronon e 1 para o Pronas/PCD, nos municípios de Natal, Mossoró e Assú.

Em Natal, a Liga Norte Riograndense contra o Câncer foi selecionada e poderá captar R$ 12,8 milhões para implementar cirurgia robótica no tratamento do câncer de próstata.
Além disso, a Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva poderá buscar até R$ 2,3 milhões para capacitar profissionais que vão atuar no diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil e radioterapia.
A Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer, por sua vez, foi selecionada para captar R$ 2,5 milhões para aprimorar a assistência a pacientes com câncer de mama, incluindo a modernização das biópsias.
Por fim, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Assú terá R$ 1,8 milhão para auxiliar crianças e adolescentes com autismo.
Os recursos são captados através de doações para o financiamento de projetos na área. Essa é uma das medidas do programa Agora Tem Especialistas, que tem a oncologia como área prioritária para a redução do tempo de espera e a ampliação do atendimento.
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, os dois programas vêm se consolidando como instrumentos estratégicos para o fortalecimento da atenção especializada à saúde no Brasil. “No âmbito do Pronon, os projetos estão direcionados à ampliação do acesso a exames diagnósticos e tratamentos, bem como ao fomento à pesquisa e à capacitação dos trabalhadores da saúde. Já o Pronas/PCD responde às demandas emergentes da sociedade. Um exemplo é a crescente apresentação de propostas voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) evidencia a sensibilidade do programa frente a essa realidade”, destaca Massuda.