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Levantamento
RN registra 1.577 mortes por Covid-19; Brasil ultrapassa a marca de 79 mil óbitos
Dados da Secretaria Estadual de Saúde Pública apontam que o Rio Grande do Norte tem 43.766 casos confirmados da doença
Redação
19/07/2020 | 23:46

O Rio Grande do Norte contabiliza 1.577 óbitos por Covid-19, segundo dados atualizados pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) na tarde deste domingo (19). Ao todo, foram confirmadas cinco mortes nas últimas 24 horas.

Ainda de acordo com a Sesap, o Estado potiguar tem 43.766 casos confirmados da doença. Nas últimas 24h, a secretaria foi notificada com 334 novos casos.

Nos dados divulgados neste domingo, não foram publicados os números de casos suspeitos, descartados e nem os óbitos em investigação. Até a tarde de sábado (18), eram 58.152 casos suspeitos, 68.455 descartados e 214 óbitos em investigação.

Em todo o Brasil, o Ministério da Saúde informou neste domingo (19), que foram registradas 716 mortes por covid-19 em todo o País.

O número total de vítimas fatais, pelos dados do governo, chega a 79.488 pessoas. Foram confirmadas 23.529 novas contaminações, chegando a mais de 2,098 milhões de brasileiros.

O dado do ministério não significa que todas as mortes ocorreram nas últimas 24 horas. Os casos, no entanto, estavam em investigação e foram confirmados neste período.

No sábado, 18, o Estado do Rio de Janeiro repetiu os números sobre a doença verificados no dia anterior. Segundo o Ministério da Saúde, a secretaria fluminense relatou “dificuldades para realizar a exportação de dados” e decidiu repetir a mesma informação.

No último sábado, segundo dados oficiais, o Rio de Janeiro tinha 135.230 confirmações do novo coronavírus e 11.919 mortes. No domingo, esse número subiu para 138.524 contaminações e 12.114 mortos.

Tratamentos sem comprovação podem causar danos à saude, alerta Sesap

O desenvolvimento da vacina para a Covid-19 ainda está em fase de produção e testes, portanto, enquanto o processo de imunização em massa da população não for uma realidade, é preciso ter responsabilidade e ficar atento às informações desencontradas e sem comprovação que são veiculadas sobre tratamentos alternativos. Texto foi enviado pela assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

De acordo com o médico da Coordenadoria de Operações de Hospitais e Unidades de Referência (COHUR) e responsável pelo Comitê Técnico Assistencial da Covid-19 do RN, Ricardo Volpi, “mesmo diante de uma pandemia, nós, médicos, não podemos perder a racionalidade de filtrar, dentro desses estudos, aqueles que realmente apresentam sua eficácia confirmada através de metodologia confiável”.

Medicamentos como a cloroquina/hidroxicloroquina, ivermectina, zinco, vitamina D, entre outros, foram apontados como possíveis tratamentos para o novo coronavírus, porém nenhum deles se mostrou realmente eficaz no combate à doença. Os fármacos são usados para tratamentos distintos e podem provocar efeitos colaterais graves quando usados de forma irresponsável.

Segundo Volpi, “alguns ensaios clínicos apontam a não eficácia da cloroquina/hidroxicloroquina mesmo em fases iniciais da doença quando comparados a um grupo controle. Da mesma forma, nenhum ensaio clínico controlado aponta para benefícios da ivermectina”.

O médico explica que, “a maioria dos infectados pelo coronavírus não apresentarão sintomas graves da doença, o que faz muita gente atribuir esse benefício a algum medicamento que tenha feito uso. Porém, devemos levar em consideração, a enorme quantidade de pessoas que fizeram uso de cloroquina/hidroxicloroquina, ivermectina e outras drogas alternativas e mesmo assim apresentaram sintomas mais graves ou foram a óbito”.

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