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Entrevista
“Religião não é para se discutir no plenário”, diz bispo reeleito vereador
Eleito para o quinto mandato, vereador fala sobre projetos para a próxima legislatura e comenta elo com setor evangélico
Redação
08/12/2020 | 06:07

O bispo Francisco de Assis (Republicanos) foi reeleito vereador de Natal em 2020 e, a partir do próximo ano, seguirá para o quinto mandato na Câmara Municipal. O forte apoio do eleitorado evangélico lhe rendeu 4.213 votos. Apesar disso, ele garante que a Câmara Municipal é um lugar para beneficiar toda sociedade, independente do credo.

“Eu acho que religião não é para ser discutida no plenário, porque cada um defende a sua e segue aquilo que acha melhor. Eu me sinto melhor sendo evangélico, mas se a pessoa se sente melhor sendo católica ou umbandista tem que respeitar a pessoa. Eu trabalho para Natal. Não tenho bairro exclusivo nem reduto exclusivo, porque meu foco é todo o povo da cidade”, comenta.

Consagrado bispo da Igreja Universal do Reino de Deus em 1994, instituição que integra até hoje, o vereador comenta que não encontrou contrariedades para debater o tema em sessões na Casa, apesar de ter parlamentares de outras denominações religiosas.

“Não tenho dificuldade de me relacionar com os outros vereadores nem tenho problema com religião nenhuma. Na Câmara tem pessoas que representam outros segmentos religiosos, como o católico e o espírita. Consigo me articular bem em torno disso. Tiro de letra”, afirma.

O bispo Francisco de Assis ficou entre os 10 vereadores eleitos mais votados, mesmo apresentando queda de 18% em comparação com o resultado da disputa de 2016, quando teve 5.160 votos. A redução, segundo ele, foi causada pela necessidade de seguir os protocolos sanitários por causa da pandemia durante as eleições municipais.

“O período de campanha foi difícil. Perdi quase 1 mil votos da última eleição para essa porque eu não saí às ruas para fazer caminhadas e passeatas, como nas outras, porque estamos na pandemia e sou do grupo de risco. Tenho 67 anos e sou diabético. Sei que a doença é perigosa, e, por isso, acredito que minha eleição foi um milagre”, pondera.

A crise sanitária causa pelo coronavírus, inclusive, faz o parlamentar refletir sobre as medidas de contenção da disseminação do vírus em meio aos impactos causados na economia. Para o bispo Francisco de Assis, o lockdown deve ser adotado apenas em “último caso”.

“Temos que ter muita cautela. Fechar o comércio não é o caminho. O povo não aguenta mais passar necessidade, inclusive os artistas. Falo, pois sou músico também. O povo tem que contribuir também para que tudo funcione, usando máscara, álcool em gel e mantendo o isolamento”, analisa.

A conscientização e prevenção são, de acordo com o vereador, as estratégias mais adequadas para salvar vidas e gerar renda, já que, na visão dele, os governos federal, estadual e municipal têm como investir em campanhas para alertar a população. “Enquanto puder resolver o problema sem precisar chegar a esse ponto, eu acredito que será o caminho mais fácil”, encerra.

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