Durante sua campanha eleitoral, Javier Milei expressou sua oposição a negócios com a China e outros países comunistas, levantando questionamentos sobre o futuro das relações bilaterais. No entanto, após assumir a presidência, suas declarações foram suavizadas, indicando uma abertura para manter os laços comerciais existentes.
Apesar dos esforços diplomáticos para reverter a situação, a relação entre Argentina e China esfriou desde a posse de Milei. O presidente ainda não teve reuniões oficiais com o líder chinês, Xi Jinping, e o comércio entre os países sofreu uma queda significativa.

Em março de 2024, a China perdeu o segundo lugar entre os parceiros comerciais da Argentina, sendo substituída pela União Europeia. Essa mudança foi atribuída a uma redução nas importações e exportações, refletindo um declínio contínuo desde o início da gestão de Milei.
Especialistas apontam que as novas alianças estabelecidas pelo presidente, como com Israel e os Estados Unidos, podem ter influenciado essa mudança no comércio com a China. No entanto, ressaltam a importância de uma abordagem pragmática que priorize os interesses econômicos do país.
A ministra das Relações Exteriores, Diana Mondino, lidera uma missão internacional para reavivar os laços comerciais com a China, buscando promover a oferta exportável da Argentina e atrair investimentos.