“Rogério Marinho tem uma atuação em defesa dos empresários que retiraram direitos trabalhistas e prejudicou a previdência dos trabalhadores”, declarou o ex-controlador-geral do Estado, o candidato a deputado estadual Pedro Lopes (PT), ao lamentar que Rogério Marinho (PL), candidato ao Senado, ao ajudar aprovar as reformas contribuiu para retirar direitos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas.
Ele avaliou que as reformas de Marinho foram “excessivas” e que a perda no “direito” dos trabalhadores ocasionou “retrocessos” na economia do país.

Em visita ao AGORA RN, nesta terça-feira 30, Pedro Lopes explicou que “Rogério Marinho tem uma atuação legítima, tenho que reconhecer, em defesa demasiada dos empresários que retiraram direitos trabalhistas e prejudicou a previdência dos trabalhadores que tenho identidade e defendo. Acho que foi muito excessivo, aí a gente entra em uma preliminar da questão da visão macroeconômica, essa visão da austeridade fiscal de redução do Estado e que naturalmente acabou retirando direitos trabalhistas e previdenciário, diminuiu o tamanho do consumo brasileiro, porque numa larga escala quando o trabalhador tem menos direitos, quer dizer menos recursos no bolso e são menos consumidores no mercado. É uma filosofia macroeconômica que vejo”, destacou.
Rogério Marinho foi um dos responsáveis pela aprovação da reforma da trabalhista, que alterou mais de 100 pontos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Já em 2019, o então o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, aprovou uma ampla reforma da Previdência.
De acordo com Pedro Lopes, ao propor as reformas Rogério Marinho levou em consideração, “uma defesa dentro de uma linha mais austeridade fiscal, que tinha que avançar nos direitos trabalhistas e previdenciário, como por exemplo, ajustes previdenciários decorrentes do aumento do tempo de vida do trabalhador com os avanços da medicina. Então, ajustes pontuais na regra previdenciária são necessários, isso reconheço, mas foram muitos avanços e essas perdas foram muito prejudiciais. A perda no direito dos trabalhadores ocasionou retrocessos na economia do país”, explicou.
“Vai favorecer a reeleição de Fátima”, opina auditor sobre aliança entre o PT e o PDT no RN
O candidato Pedro Lopes defendeu que a aliança entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o ex-prefeito de Natal, o candidato ao Senado Carlos Eduardo Alves (PDT) é “essencial” para a recondução da gestora petista ao Executivo. “O acordo que ele fez com a governadora Fátima de conciliação, ela disputando o governo do Estado e ele o Senado Federal está sendo essencial para ela ter uma recondução. Então, primeiro, pela lealdade ao acordo de adequações de espaços, porque Carlos Eduardo Alves tem um tamanho, ele foi por 12 anos o prefeito de Natal e foi esse tamanho que o fez dialogar com a governadora Fátima e também tem um detalhe, ele é do PDT, um partido social democrático e, apesar de terem sido adversários na campanha anterior, mas em muitos momentos Carlos Eduardo Alves foi parceiro de Fátima”, disse.
Ele ressaltou a importância da reeleição da petista, “Fátima tem serviços prestados, pois além dela representar o ideal social democrático, ela pegou o Estado falido e conseguiu recuperá-lo com a sua equipe. Ela tem credibilidade para poder ter mais quatro anos de governo. Os primeiros quatro anos foram de organização, juntamos R$ 1 bilhão para pagar contas do governo anterior e estabilizar a prestação do serviço público e, agora Fátima merece a oportunidade de fazer um governo a partir de um Estado organizado, inclusive já anunciamos que conseguimos juntamos R$ 1 bilhão para pagar os atrasados e vamos juntar mais R$ 1 bilhão para investir no Rio Grande do Norte”.
Ex-controlador quer fortalecer o emprego e a renda
Candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa, Pedro Lopes ressaltou que caso seja eleito irá, “fortalecer a política para as pessoas que tenham necessidades, os mais vulneráveis, porque na minha visão de Estado, ele deve dar oportunidades as pessoas, deve atuar para evitar, por exemplo, pessoas que tenham problemas de subnutrição o Estado deve amparar os mais necessitados, esse é o primeiro pilar”.
De acordo com o candidato, “o segundo pilar é a questão do desenvolvimento econômico, um dos pedidos que mais recebo é a geração de empregos. As pessoas querem trabalhar, mas não tem empregos, não existe oportunidade. Então, a gente precisa ter políticas econômicas que gerem crescimento econômico, que faz com que as empresas cresçam e quando as empresas crescem os empregos aparecem e a valorização do trabalhador”.
E continuou: “O terceiro pilar é a valorização do serviço público em duas perspectivas, tanto do trabalhador, manter a valorização, pois sou servidor público, tenho a história relacionada a carreira do serviço público, mas também da entrega de resultados para a população. O servidor público serve a sociedade, ele tem o dever de entregar produtos para a sociedade, então ele tem que olhar o serviço público na perspectiva de qualidade na prestação de serviços e bom uso dos recursos de forma adequada, lima e econômica”, concluiu