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Polêmica
Prova depreciando a PM gera críticas em Natal; Colégio Marista lamenta “situação constrangedora”
Exame aplicado para alunos do ensino fundamental traz uma série de charges retratando policiais militares de forma preconceituosa e depreciativa
Redação
02/09/2020 | 15:23

A prova do oitavo ano do ensino fundamental do tradicional Colégio Marista, localizado na Zona Leste de Natal, foi alvo de críticas nas redes sociais nesta quarta-feira 2. O exame, identificado como “avaliação diagnóstica”, traz uma série de charges retratando policiais militares de forma preconceituosa e depreciativa. Uma das imagens mostra um policial, retratado como um “porco”, empunhando uma arma.

Três questões da prova tentam associar a atividade policial, de forma genérica, com atos racistas ou insinuando que a violência é uma prática corriqueira dos agentes públicos de segurança.

A prova foi aplicada aos alunos do oitavo ano na última segunda-feira 31, mas só ganhou grande repercussão nas redes sociais a partir desta quarta-feira.

Por conta da crise gerada pelo exame aplicado aos alunos, o Colégio Marista de Natal emitiu nota esclarecendo que o objetivo era o de abordar com os alunos o “comportamento humano e convivência social nos dias atuais”.

Questão aborda práticas de violência e de corrupção na PM

A instituição de ensino disse, ainda, que não teve a intenção de desmerecer a Polícia Militar, “tão valorosa e importante para a nossa sociedade”. A nota diz que a direção lamenta qualquer “situação constrangedora” à categoria.

A Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (Assofme) também emitiu nota de repúdio contra o Colégio Marista. A entidade avalia como atos de “calúnia e difamação” praticados pela instituição de ensino ao depreciar a atividade policial.

Questão insinua práticas de racismo pela forças públicas de segurança

“A postura do Colégio Marista de Natal choca e causa extrema revolta, essa instituição vai de contramão do processo democrático do país e (pior!) distorce a honrosa e digna profissão de militar”, traz a nota, que foi publicada nas redes sociais da entidade.

No título da nota, a Assofme faz um ataque à postura do colégio religiosa. “Como será que o Marista aborda a pedofilia e o charlatanismo na igreja?”, indaga o título da nota.

Charge analisa a marginalização da população negra por parte da Polícia Militar

Leia a nota do Colégio Marista:

O Colégio Marista de Natal esclarece o ocorrido em relação a avaliação diagnóstica realizada nesta segunda (1º) para uma turma do Ensino Fundamental. O objetivo da questão era abordar o tema: comportamento humano e convivência social nos dias atuais. Sendo os eixos temáticos: verdade, mentira, respeito, violência e intolerâncias. Não houve em momento algum, a intenção de desmerecer a profissão de policial, tão valorosa e importante para a nossa sociedade. Lamentamos ter causado qualquer situação constrangedora à categoria e outros.

Colégio Marista de Natal

Nota da Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Rio Grande do Norte

A Associação dos Oficiais Militares do Rio Grande do Norte externa toda sua indignação com os atos de calúnia e difamação praticados pelo Colégio Marista de Natal a partir de questões postas em provas aplicadas pela escola.

Com grande irresponsabilidade e tendência ideológica, o referido colégio impôs aos alunos perguntas os induzindo a pensamentos que destoam, completamente, do trabalho desempenhado pelos militares.

Os operadores da segurança pública realizam fundamental trabalho em prol da sociedade, dos cidadãos e, sobretudo, em defesa da vida.A postura do Colégio Marista de Natal choca e causa extrema revolta, essa instituição vai na contramão do processo democrático do país e (pior!) distorce a honrosa e digna profissão de militar.

Atitudes como dessa escola precisam ser coibidas ferozmente por toda sociedade, que é testemunha do destemido e importante trabalho dos operadores da segurança pública.

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