Um dia após a reunião do ex-presidente Lula com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio da Alvorada, os integrantes do PT na CPI Mista do Cachoeira se reuniram nesta quinta-feira para afinar o discurso e a estratégia de ação, já de acordo com as orientações do governo. Agora, os petistas dizem que não desejam politizar as investigações e querem restringi-la à organização do bicheiro Carlinhos Cachoeira e sua infiltração no Estado.
No caso da Delta, a maior empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), seria apurada só a relação da empresa com o contraventor.
Já desmascarar a “farsa” do mensalão, como pregou em vídeo o presidente do PT, Rui Falcão, não é mais admitido em público como objetivo na CPI. Na reunião, foram definidas quatro linhas de ação para impedir que a CPI saia do controle.
“Primeiro: não vamos permitir que a CPI se transforme num palco de disputa entre PT e PSDB, ou de oposição contra governo, em que cada um fique querendo botar o pescoço do outro na guilhotina. Segundo: não vamos fazer o retrabalho do que já foi feito pela Polícia Federal, só investigar o que ficou de fora. Terceiro: não vamos permitir que a CPI se disperse em sub-relatorias que virem focos de divulgação de notícias oficiosas e tire o controle do relator. E, por último, não há nenhum compromisso de livrar a cara de ninguém”, explicou o senador Humberto Costa (PT-PE).