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Política

Lindbergh Farias aciona TSE contra Flávio Bolsonaro sob acusação de propaganda eleitoral antecipada

Líder do PT na Câmara afirma que houve propaganda eleitoral antecipada na distribuição de adesivos favoráveis ao senador do RJ por Gilson Machado
Redação
18/02/2026 | 19:21

O deputado federal Lindbergh Farias (RJ), ex-líder do PT na Câmara, apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto (Podemos-PE) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada.

O parlamentar afirma que houve propaganda eleitoral antecipada na distribuição de adesivos favoráveis ao senador do Rio de Janeiro pelo ex-ministro Gilson Machado.

PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro sob acusação de propaganda eleitoral antecipada - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro sob acusação de propaganda eleitoral antecipada - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O material traz a frase “O Nordeste está com Flavio Bolsonaro 2026” acompanhada de uma fotografia do pré-candidato ao lado de Jair Bolsonaro.

Segundo o petista, o conteúdo tem como finalidade promover o nome do senador antes do período permitido pela legislação eleitoral. Na ação, ele afirma que o material busca “promover, perante o eleitorado, a futura candidatura, associando seu nome, imagem e identidade política ao pleito eleitoral”.

Ainda de acordo com a representação, a prática configura antecipação de campanha: “Constata-se estratégia clássica de antecipação de campanha eleitoral, cujo propósito é construir capital político antes do marco legal permitido, em evidente tentativa de obter vantagem indevida em relação aos demais potenciais candidatos”.

O deputado também aponta o senador como “beneficiário direto, exclusivo e inequívoco da propaganda irregular” e pede a interrupção imediata da distribuição dos adesivos.

A ação solicita ainda aplicação de multa tanto ao ex-ministro quanto ao senador e encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral.

O episódio ganhou repercussão após publicação de vídeo nas redes sociais. Na legenda, Gilson afirma estar “fazendo trabalho de formiguinha” e disse que “fizeram fila para adesivar”, citando o perfil de Flávio.

À CNN Brasil, o ex-ministro declarou que deseja que o PT judicialize o caso.

“Eu também vou entrar com representação pelo uso de dinheiro público para propaganda eleitoral antecipada na escola de samba”, afirmou.

Ele acrescentou que a confecção do material não utilizou recursos públicos e que qualquer pessoa pode acessar o arquivo: o adesivo foi feito com recursos próprios e está disponível “para quem quiser fazer e baixar”, sem dinheiro público envolvido.

Gilson Machado e Flávio Bolsonaro não se manifestaram.