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Coronavírus
Prefeitura de Maxaranguape revoga decreto que relaxava isolamento social
A revogação do decreto aconteceu após uma recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e após o caso ganhar repercussão na imprensa. Município tem um caso confirmado da Covid-19, segundo a Secretaria de Saúde do RN
Redação
06/05/2020 | 05:00

A Prefeitura de Maxaranguape, município localizado no litoral norte potiguar, a 40 Km de Natal, revogou nesta terça-feira (5) o decreto que havia relaxado as regras de isolamento social na cidade. Com isso, volta a ser proibido o funcionamento de bares, restaurantes e academias de ginástica. Também cai a liberação para passeios de buggy e abertura de quiosques à beira-mar.

No município, fica valendo, portanto, o decreto estadual, que autoriza a abertura apenas de estabelecimentos considerados essenciais, como supermercados e farmácias. O isolamento social é a estratégia apontada pelos especialistas como a mais eficaz para conter o avanço da Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus.

No decreto que afrouxou o isolamento, publicado na segunda-feira (4), o prefeito de Maxaranguape, Luís Eduardo Bento da Silva, liberou o funcionamento de bares, restaurantes, academias de ginástica e quiosques e até a realização de passeios de buggy, desde que respeitadas algumas medidas de higiene.

Entre essas medidas, estavam a oferta de álcool em gel para clientes e funcionários, o uso obrigatório de máscaras faciais, a higienização de equipamentos e a distância mínima de 2 metros entre objetos (como mesas e cadeiras) e pessoas.

No caso das academias, padarias, farmácias e mercados (os últimos três segmentos já podiam funcionar, por serem considerados essenciais), a ordem era que só fossem atendidos no máximo três clientes por vez.
Em todos os casos, funcionários ou proprietários que apresentassem os sintomas da Covid-19 deveriam se afastar imediatamente do trabalho e procurar auxílio médico, se fosse necessário.

A revogação do decreto aconteceu após uma recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e após o caso ganhar repercussão na imprensa. Em comunicado enviado ao prefeito, o MPRN justificou que o Estado e o País estão em situação de calamidade por causa da pandemia do novo coronavírus, e que a flexibilização das regras de isolamento poderia colocar em risco a população de Maxaranguape, devido à limitação de leitos de atendimento para pessoas que viessem a se contaminar com a Covid-19.

Caso confirmado

No mesmo dia em que foi publicado o decreto com o relaxamento das regras, Maxaranguape confirmou o primeiro caso de Covid-19. A Prefeitura esclareceu, contudo, que o caso não foi registrado após o relaxamento das regras de isolamento social e que o paciente provavelmente se contaminou na capital do Estado, onde trabalha, e não no município onde mora.

Como justificativa para flexibilizar a quarentena, o prefeito havia registrado que Maxaranguape não tinha nenhum caso confirmado do novo coronavírus. Na segunda, entretanto, o município apareceu pela primeira vez na lista das cidades potiguares com casos confirmados da Covid-19, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap).

Porém, de acordo com o secretário municipal de Comunicação, Maurício Kosima, o caso positivado de Covid-19 já era conhecido pelas autoridades de Maxaranguape desde a semana passada. O secretário afirma que uma falha no preenchimento do cadastro estava atribuindo o caso a Natal – onde provavelmente o paciente se contaminou.

Segundo o secretário, o paciente trabalha na Maternidade-Escola Januário Cicco, em Natal, como auxiliar de limpeza. Por estar em ambiente hospitalar diariamente, as autoridades municipais acreditam que o paciente se contaminou na maternidade, e não em Maxaranguape – onde mora.

Ainda de acordo com as informações do secretário Maurício Kosima, assim que começou a apresentar os sintomas, o paciente se isolou em casa e já está recuperado da doença. Ele deve voltar a trabalhar ainda nesta semana. Ele complementa que o problema do cadastro foi resolvido e que, por isso, o caso foi atribuído a Maxaranguape apenas no início desta semana – coincidindo com o início da flexibilização da quarentena.

Pronunciamento

Em transmissão ao vivo no Facebook na noite desta terça, o prefeito disse que a intenção do decreto era apenas regulamentar o funcionamento do comércio, que independentemente do decreto, está abrindo normalmente. “O que a gente fez foi normatizar”, afirmou o prefeito Luís Eduardo, lembrando que o decreto exigia máscaras e oferta de álcool em gel e que haveria fiscalização.

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