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TSE

PL diz ao TSE ter identificado 57 perfis falsos em campanha contra Flávio Bolsonaro

Partido afirma ter localizado 57 contas responsáveis por mais de 4,6 mil anúncios contra Flávio Bolsonaro e pede investigação sobre responsáveis e financiadores
Por O Correio de Hoje
21/07/2026 | 16:33

A direção nacional do PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a investigação de uma suposta estrutura criada para disseminar conteúdo contrário à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Segundo o partido, ao menos 57 perfis falsos foram identificados em plataformas administradas pela Meta.

A representação foi entregue nesta segunda-feira 20 ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, pelo coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN).

PL Perfis falsos
Senador Rogério Marinho em coletiva de imprensa ao lado da advogada e ex-ministra Maria Claudia Bucchianeri - Foto: PL / Divulgação

O documento solicita que a Justiça Eleitoral autorize a quebra de sigilo necessária para identificar e responsabilizar os operadores das contas e os financiadores dos anúncios.

Marinho esteve no tribunal acompanhado da advogada e ex-ministra Maria Claudia Bucchianeri, integrante da pré-campanha, e do advogado Marcelo Bessa, representante do PL.

“A gente quer identificar não apenas aqueles que estão promovendo isso, mas quem está financiando”, afirmou o senador, que classificou o episódio como um atentado contra a democracia.

Apesar da acusação, Rogério Marinho evitou atribuir a suposta operação ao PT, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a integrantes do campo adversário. Os advogados solicitaram que a representação tramite sob sigilo.

Partido aponta anúncios e perfis falsos

De acordo com a pré-campanha, os 57 perfis identificados teriam financiado mais de 4,6 mil anúncios, ao custo total de R$ 3 milhões. O conteúdo teria alcançado 250 milhões de visualizações.

O coordenador da campanha afirmou, porém, que a dimensão da suposta estrutura pode ser maior.

“Nós acreditamos que isso preliminarmente monta em mais de R$ 20 milhões, mais de 20 mil perfis falsos identificados”, declarou Rogério Marinho a jornalistas após deixar a sede do TSE.

Segundo ele, as publicações teriam como alvos Flávio Bolsonaro e os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC).

A equipe do senador sustenta que as contas possuem poucos seguidores, mas são utilizadas para impulsionar propaganda negativa contra os políticos. Após a divulgação dos conteúdos, os perfis seriam excluídos, dificultando o rastreamento dos responsáveis.

Segundo a representação, os operadores utilizariam identidades e números de telefone fraudados, a maioria com código de área de Curitiba. Os pagamentos à Meta apareceriam em diferentes moedas, entre elas reais, dólares e pesos colombianos. A empresa administra as plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp.

Pedido de investigação

Rogério Marinho afirmou que a ação busca aprofundar a apuração sobre a suposta estrutura.

“Essa ação pede liminarmente que haja uma ampla investigação a respeito de uma verdadeira organização criminosa que foi montada para as eleições deste ano. Em vários momentos, nós da direita fomos acusados de fazermos proselitismo negativo nas redes, mas parece que o que está acontecendo é exatamente o contrário.”

A advogada Maria Claudia Bucchianeri também afirmou que os elementos reunidos apontam para uma organização estruturada para dificultar a identificação dos responsáveis.

“Eu não estou falando de robô ou de fazenda de telefone, estou falando de um volume de pessoas importante que arruma um CPF frio, cria uma conta, consegue um meio de pagamento, […] paga valores substanciais e depois apaga o perfil. E logo depois tem mais outro bloco de perfis, todos muito assemelhados, com DDD parecido, conteúdo muito próximo”, declarou.

Segundo a advogada, a quantidade de contas e a semelhança entre as operações indicam a existência de uma estrutura organizada.

“Tem um volume de gente engajada grande, não dá para fazer isso sem muita gente, sem uma estrutura por trás”, acrescentou.