Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo aponta que 59% dos brasileiros defendem que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra a pena em prisão domiciliar, em vez de retornar ao regime fechado. Por outro lado, 37% avaliam que ele deve voltar para a prisão, enquanto 5% não souberam ou preferiram não responder.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu o benefício em caráter temporário por 90 dias. Ao término desse prazo, caberá ao magistrado decidir pela prorrogação da medida ou pelo retorno do ex-presidente ao regime prisional na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília.

De acordo com o levantamento, o apoio à permanência em casa é maior entre determinados segmentos da população. Entre os brasileiros com mais de 60 anos, 61% defendem a prisão domiciliar. O índice alcança 81% entre empresários. Já a posição favorável ao retorno à prisão soma 44% entre jovens de 16 a 24 anos e 42% entre os desempregados.
A pesquisa também revela diferenças conforme o posicionamento político dos entrevistados. Entre os eleitores que se identificam como de centro, 53% apoiam a domiciliar, enquanto 41% defendem a volta ao regime fechado. Entre os bolsonaristas, 94% são favoráveis ao cumprimento da pena em casa, e apenas 3% discordam. Já entre os simpatizantes do PT, 28% preferem a prisão domiciliar, ao passo que 68% defendem o retorno à prisão.
Quando analisado o recorte por intenção de voto, 30% dos que afirmam apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem que Bolsonaro permaneça em casa, enquanto 66% preferem que ele volte à prisão. Entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL), 93% apoiam a prisão domiciliar e somente 5% defendem o retorno ao regime fechado.
O levantamento foi realizado pelo Instituto Datafolha entre os dias 7 e 9 de abril, com 2.004 entrevistados em 137 municípios de todas as regiões do país. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.