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Pandemia de Covid-19
Ocupação subiu porque leitos foram fechados, diz presidente do Sinmed
De acordo com o médico Geraldo Ferreira, segunda onda de contágios pelo novo coronavírus não está tão grave quanto a primeira, mas situação nos hospitais está pior porque, quando casos caíram no fim de julho, poder público começou a desmobilizar leitos para atender os pacientes. Para ele, abertura do comércio e aulas não tiveram relação
Redação
23/02/2021 | 00:03

Apesar de a taxa de ocupação de leitos críticos na rede pública estar em níveis que lembram a fase mais aguda da pandemia, o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed RN), Geraldo Ferreira, considera que a segunda onda da Covid-19 está mais branda do que se imaginava.

Apesar disso, ele afirma que as medidas de segurança devem ser mais fortes em caso de piora do cenário epidemiológico. Para Geraldo Ferreira, a vacinação é massa é a esperança para encurtar a segunda onda.

O presidente do Sinmed RN explica que já era esperada uma segunda onda causada por novas mutações e variantes do coronavírus, mas que “a experiência nas medidas para diminuir o contágio e a evolução no tratamento tem evitado o colapso no sistema de saúde e o desastre humano observado na primeira onda”.

Na tarde desta segunda-feira 22, a Região Metropolitana de Natal chegou a ficar com 91% de ocupação nos leitos críticos para tratar pacientes com Covid-19. De acordo com Geraldo, as aglomerações que aconteceram durante a campanha eleitoral, as festas de fim de ano e o Carnaval colaboraram para o aumento do número de casos no Estado.

Ele afirma que a pressão no sistema de saúde acaba sendo maior do que na primeira onda por outros motivos, e não exatamente pela segunda. Um deles é que nem todos os leitos que foram destinados à infecção por Covid-19 continuam funcionando.

“Tivemos o pico da primeira onda diminuindo a partir do final de junho. Então, tivemos desativação de leitos públicos e privados em todo o Estado. Saíram da destinação Covid e voltaram ao uso das outras doenças do sistema de saúde. Essa lotação dos serviços de urgência e emergências públicos ou privados, bem como da ocupação de leitos nas cidades polos, apesar de resultante do repique de casos na segunda onda, também reflete desativação de serviços e leitos ocorridos quando a primeira onda arrefeceu, e que agora precisam ser reabertos”, explica.

Para o médico, a abertura do comércio e das escolas privadas não teve tanto impacto negativo na pandemia. No entanto, as restrições que o poder público impõe, como o do novo decreto publicado pelo Governo do RN no último dia 19 de fevereiro que determina o fechamento de bares e restaurantes após às 22h, “não devem ser banalizadas”. “Em casos de colapso do sistema de saúde, podem ser necessárias”, acrescenta.

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