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“O Roqueiro e a Hippie” versão Plutão e outras deliciosas histórias
Plutão Já Foi Planeta. Mas, e Júpiter? Ao Agora RN, Gustavo Arruda, vocalista e guitarrista de Plutão, narra curiosidades do grupo e revela que, por engano, a banda quase se chamou ‘Júpiter Já Foi Planeta’; recente trabalho homenageia Talma & Gadelha com versão de “O Roqueiro e a Hippie”
Felipe Salustino
30/05/2020 | 09:53

Após fisgar o coração dos potiguares, a banda Plutão Já Foi Planeta conquistou o Brasil inteiro em 2016, ao participar do programa SuperStar, da TV Globo. O quarteto, formado por Natália Noronha, Gustavo Arruda, Sapulha Campos e Renato Lellis, acabou de lançar, em todas as plataformas digitais, uma versão indie pop da canção “O Roqueiro e a Hippie (para acompanhar, clique AQUI)”, single que homenageia a banda Talma & Gadelha.

Do começo da banda, em 2013, marcado pelos encontros de seus integrantes, até os dias de hoje, muita água já rolou. E cada passo foi devidamente planejado, com todas as estratégias lançadas em um caderno de anotações. “Por incrível que pareça, estão anotados lá os planos de se apresentar no Lollapalooza e no Rock in Rio (a banda se apresentou nos dois festivais em 2018 e 2019, respectivamente)”, conta Gustavo Arruda, guitarrista e vocalista de Plutão.

Num bate papo descontraído com o Agora RN, o músico fala sobre o novo trabalho e revela uma curiosidade sobre a origem do nome da banda. Após ler uma matéria jornalística que divulgava uma nova classificação da União Astronômica Internacional, na qual Plutão deixou de ser planeta, Sapulha enviou uma mensagem a Gustavo, dizendo: “Descobri o nome da banda. Será ‘Júpiter Já Foi Planeta’.

“Eu achei fantástico. Comecei a mandar o nome para todo mundo. Só que no final do dia, Sapulha disse: ‘Pessoal, errei o planeta. Não é Júpiter, é Plutão’. Nós pensamos: Bem, vai ter que ser Plutão. Não faz sentido usar Júpiter”, conta Gustavo, às gargalhadas. A seguir, o guitarrista narra essas e outras histórias da banda. Confira:

Encontros

Entrei no Senac em 2011 para fazer aula de Inglês e o meu professor era Sapulha. O santo bateu e montamos uma banda cover. Tocamos cerca de um ano e meio na noite, até que a gente disse: basta. Não que seja ruim tocar na noite, mas nós queríamos fazer algo nosso. No finalzinho de 2012, conversamos e traçamos todas as estratégias, anotando-as em um caderno (a gente tem esse caderno até hoje). Queríamos uma voz feminina para vocalista. E aí, a galera do Talma & Gadelha nos indicou Natália. Foi tudo muito rápido e, no ano seguinte, a banda surgiu.

Nome da banda

Em 2013, Sapulha leu uma matéria de 2006, quando Plutão deixou de ser planeta. A gente ia se apresentar na Virada Cultural em novembro daquele ano, mas não tinha sequer um título para a banda. Estávamos todos desesperados com isso. Até que eu recebi uma mensagem do Sapulha dizendo: “Descobri o nome da banda – ‘Júpiter Já Foi Planeta’. Eu achei fantástico e comecei a mandar para todo mundo. Só que no final do dia, Sapulha disse: “Pessoal, tem só um detalhe: eu errei o planeta. Acho que vi muito rápido. Não é Júpiter, é Plutão”. Nós pensamos: bem, vai ter que ser Plutão. Não faz sentido usar Júpiter”. (risos).

SuperStar e assédio

Não foi difícil lidar com o assédio (após a participação no programa, em 2016), porque a gente teve uma relação muito próxima com os fãs desde sempre. Independentemente de onde chegamos e ainda vamos chegar, precisamos manter aquilo que é mais importante para uma banda: o público. Sem público não existe artista. Sempre conseguimos manter uma relação de proximidade com os fãs. Lógico, algumas coisas foram muito estranhas no começo, porque é um baque e foi tudo repentino. Do nada, nós estávamos tocando para o Brasil inteiro. Mas soubemos tirar de letra e a gente adora o contato com os fãs.

“Zeitgeist” e perrengues

Tem algumas histórias de perrengue na estrada, como quando a gente foi se apresentar no Rock in Rio no ano passado em um carro super apertado. Por falar em Rock in Rio, a experiência foi muito louca. Sapulha fala em “Zeitgeist”, ou seja, você está fazendo uma coisa grandiosa, mas não se dá conta disso. Nosso objetivo sempre foi gigantesco. Lembra do caderninho onde nós traçamos nossas estratégias? Por incrível que pareça, estão anotados lá os planos de se apresentar no Lollapalooza e no Rock in Rio (a banda se apresentou nos dois festivais em 2018 e 2019, respectivamente).

Mudança para São Paulo

Nos mudamos em 2017. A adaptação foi difícil, porque a gente vivia numa cidade praiana, com muito verde e paisagens maravilhosas. Foi uma mudança muito drástica de cultura. Se adaptar foi um processo. Hoje, eu adoro São Paulo. Não vou falar por Natália, nem por Sapulha, nem por Renato. Até porque Renato é de São Paulo, mas ama Natal.

“O Roqueiro e a Hippie”

Foi uma honra fazer essa versão, porque é uma canção da banda Talma & Gadelha, que inspirou muito a Plutão. Procuramos manter a identidade das duas, mas queríamos que fosse, ao mesmo tempo, algo diferente e que não assustasse o ouvinte. Quem conhece, vai achar legal. Quem não conhece, vai gostar também. A repercussão está sendo positiva. Tem muita gente repostando, falando que quer conhecer a obra do Talma & Gadelha.

Isolamento social

A adaptação ao isolamento tem sido lenta, porque é necessário entender o que está acontecendo. É muito drástico você estar num momento que se dizia normal e, de repente, se vê diante de uma situação dessas. Não sabemos se os shows vão continuar acontecendo. Está tudo muito incerto, mas nós estamos aí, gravando, lançando, fazendo live (a próxima live acontecerá no dia 4 de maio, pelo Instagram DoSol – @festivaldosol).

EP e outros planos

Vamos lançar um EP nos próximos dias. É uma homenagem aos artistas do RN. Não vou falar nomes para não entregar o ouro. Conseguimos juntar artistas do segmento do rock, com artistas clássicos e mais uma pessoa da MPB, além do Talma & Gadelha. E no meio de tudo isso, tem uma música nossa, inédita. Iríamos lançar também um trabalho com 14 músicas, mas tivemos que dar uma pausa. Estamos pensando em retomar de alguma forma, com todos os cuidados. Talvez aconteça com cada um gravando separadamente ou gravando em casa mesmo. A gente ia lançar esse disco em junho e começaríamos a turnê (desse trabalho) em julho. Já tinha até alguns shows marcados. Mas acho que este ano não vai rolar.

Recado para os fãs                        

Fique em casa, se possível. E se tiver que trabalhar, proteja-se. Use álcool em gel e máscara, em qualquer situação, por favor. Nós estamos produzindo muita coisa para vocês. Vem música boa por aí, além de vídeos e clipes. Aproveitem para escutar Plutão na internet. Tamo junto!

Siga a banda nas redes sociais e também no YouTube:

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