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Produção
O potencial da uva na terra do melão: a força da fruticultura potiguar
Cultura do vinho tem tudo para crescer no Rio Grande do Norte, mas ainda enfrenta desafio de se estabelecer e de conseguir atrair mais produtores rurais engajados para a tarefa; experiência com parreirais já ocorre em uma fazenda do município de Martins — a 700 metros de altitude
Redação
31/10/2020 | 05:30

Para quem ainda não sabe, o Rio Grande do Norte produz ótimas uvas de mesa e os vinhos oriundos dos parreirais potiguares são uma delícia.

O problema é que só sabe disso quem está em Mossoró ou freqüenta o Festival Gastronômico e Cultural de Martins, que acontece anualmente em julho.

Toda a uva de mesa vendida nos supermercados em Natal e que custa entre seis a oito reais a caixinha de 500 gramas, vem de Petrolina, em Pernambuco.

Lá, o clima muito parecido com a região da chapada do Apodi, leva a vantagem de contar com a adesão e organização de muitos produtores, o que não acontece aqui.

E isso há pelo menos três décadas, ao passo que no Oeste potiguar, onde existem as condições ideais para o cultivo da uva, o esforço de alguns produtores tem esbarrado na falta de um bom suprimento d’água, já que o clima é propício para o desenvolvimento das variedades.

Uma luta travada por produtores como o médico Francisco Salismar Lopes Correia, um cardiologista de Pau dos Ferros, que resolveu plantar um hectare de parreirais em sua fazenda Refúgio Templário, que fica na zona rural de Martins, a 700 metros de altitude.

Antes dele, os irmãos André Aleixo e José Hipólito trocaram a plantação de pimentões e tomates para apostar nas uvas, conseguindo comercializar toda a produção com um único distribuidor da Ceasa e que lhes rendeu na ocasião uma modesta venda de R$ 100 mil.

Já com o médico Salismar, os doces frutos da uva têm rendido uma briga boa, já que todas as tentativas de levar água aos parreirais têm dado problemas, apesar da elogiada qualidade das uvas de que ele produz e do vinho degustado durante o Festival de Inverno de Martins já ser famoso.

“Os gastos para manter essa paixão pelo cultivo das uvas tem saído bastante caro”, admite o proprietário da Refúgio Templário, localizada na comunidade Cumbi, na zona rural de Martins.

Em 2017, ele começou com as variedades Cabernet Sauvignon e Vitória para as quais instalou um sistema de irrigação por gotejamento e, como era insuficiente, ele construiu sem sucesso uma barragem, que por algum motivo não consegue reter água. E haja dinheiro!

“Encarar o desafio de cultivar uma fruta que pode gerar tranquilamente até duas safras e meia por ano, com mercado garantido no Brasil e no exterior e a possibilidade de agregar considerável valor no suco de uva e no vinho, ainda depende basicamente da adesão de potenciais produtores”, explica o pesquisador Django de Jesus, Doutor em Fitotecnia pela Ufersa, e que trabalha com experimentos de uva no semiárido desde 2010.

“Afinal, condições há e elas muitas”, diz ele, que começou com as variedades Itália melhorada, Isabel precoce e Niagara Rosada e, mais recentemente, com as uvas sem sementes dos tipos Ísis e Vitória lançadas pela Embrapa em 2013 e, desde então, produzidas no Vale do São Francisco, numa extensa faixa de terra entre Pernambuco e a Bahia.

“Aqui temos tudo o que precisamos: calor de dia e friozinho à noite”, garante o especialista, que participou de um acordo de cooperação técnica entre a Ufersa, o IFRN e o Sebrae para realizar os primeiros experimentos numa área do Instituto Federal, em Apodi, junto com os professores Glauber Henrique Nunes, da Ufersa, e Renato Alencar, do IFRN.

“Trata-se de um clima extremamente propício para a produção de vinhos de qualidade”, atesta o enólogo de Natal, Rafael Bohn, que há anos estuda as condições para a produção de vinhos no Rio Grande do Norte e que buscou todo o seu conhecimento no trabalho desenvolvido na Serra Gaúcha, principal produtor nacional.

“Agora, cabe a nós mesmos, potiguares, acreditarmos nessas amplas possibilidades, arregaçar as mangas e trabalhar”, defende.
E os resultados podem ser promissores, já que os primeiros pés, plantados aqui em janeiro de 2017, atingiram a altura de 1,80 m com cachos excelentes.

O passo seguinte foi avaliar tecnicamente essa produção, onde são examinadas a condições necessárias para a exportação.

“Um personagem fundamental nessa história foi o professor Celso Pommer, pesquisador do Instituto Agronômico de Pesquisa (IAC), que avalizou as grandes potencialidades do RN na produção de uvas, endosso sem o qual nada teria acontecido”, afirma o pesquisador Django Jesus.

Pommer foi o primeiro diretor do Centro de Fruticultura do IAC ainda nos anos de 1980, com pós-doutorado no Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura Americano, em Fresno, Califórnia, um grande celeiro exportador de uva e vinhos do mundo.

“Não fosse a passagem dele por aqui ainda estaríamos muito mais atrasados nesse processo”, diz Django.

Para Rafael Bohn, o RN já tem o que é necessário: solo, topografia, hidrografia e clima, criando várias possibilidades de “terroir”, palavra francesa que indica a relação entre o solo e o micro-clima a partir do qual nasce um tipo de uva de alta qualidade (sem que ninguém consiga explicar a razão).

“Agora, cabe aos interessados acreditar e apostar nesse potencial”, afirma.

Para quem ainda não sabe, o Rio Grande do Norte produz ótimas uvas de mesa e os vinhos oriundos dos parreirais potiguares são uma delícia.

O problema é que só sabe disso quem está em Mossoró ou freqüenta o Festival Gastronômico e Cultural de Martins, que acontece anualmente em julho.

Toda a uva de mesa vendida nos supermercados em Natal e que custa entre seis a oito reais a caixinha de 500 gramas, vem de Petrolina, em Pernambuco.

Lá, o clima muito parecido com a região da chapada do Apodi, leva a vantagem de contar com a adesão e organização de muitos produtores, o que não acontece aqui.

E isso há pelo menos três décadas, ao passo que no Oeste potiguar, onde existem as condições ideais para o cultivo da uva, o esforço de alguns produtores tem esbarrado na falta de um bom suprimento d’água, já que o clima é propício para o desenvolvimento das variedades.

Uma luta travada por produtores como o médico Francisco Salismar Lopes Correia, um cardiologista de Pau dos Ferros, que resolveu plantar um hectare de parreirais em sua fazenda Refúgio Templário, que fica na zona rural de Martins, a 700 metros de altitude.

Antes dele, os irmãos André Aleixo e José Hipólito trocaram a plantação de pimentões e tomates para apostar nas uvas, conseguindo comercializar toda a produção com um único distribuidor da Ceasa e que lhes rendeu na ocasião uma modesta venda de R$ 100 mil.

Já com o médico Salismar, os doces frutos da uva têm rendido uma briga boa, já que todas as tentativas de levar água aos parreirais têm dado problemas, apesar da elogiada qualidade das uvas de que ele produz e do vinho degustado durante o Festival de Inverno de Martins já ser famoso.

“Os gastos para manter essa paixão pelo cultivo das uvas tem saído bastante caro”, admite o proprietário da Refúgio Templário, localizada na comunidade Cumbi, na zona rural de Martins.

Em 2017, ele começou com as variedades Cabernet Sauvignon e Vitória para as quais instalou um sistema de irrigação por gotejamento e, como era insuficiente, ele construiu sem sucesso uma barragem, que por algum motivo não consegue reter água. E haja dinheiro!

“Encarar o desafio de cultivar uma fruta que pode gerar tranquilamente até duas safras e meia por ano, com mercado garantido no Brasil e no exterior e a possibilidade de agregar considerável valor no suco de uva e no vinho, ainda depende basicamente da adesão de potenciais produtores”, explica o pesquisador Django de Jesus, Doutor em Fitotecnia pela Ufersa, e que trabalha com experimentos de uva no semiárido desde 2010.

“Afinal, condições há e elas muitas”, diz ele, que começou com as variedades Itália melhorada, Isabel precoce e Niagara Rosada e, mais recentemente, com as uvas sem sementes dos tipos Ísis e Vitória lançadas pela Embrapa em 2013 e, desde então, produzidas no Vale do São Francisco, numa extensa faixa de terra entre Pernambuco e a Bahia.

“Aqui temos tudo o que precisamos: calor de dia e friozinho à noite”, garante o especialista, que participou de um acordo de cooperação técnica entre a Ufersa, o IFRN e o Sebrae para realizar os primeiros experimentos numa área do Instituto Federal, em Apodi, junto com os professores Glauber Henrique Nunes, da Ufersa, e Renato Alencar, do IFRN.

“Trata-se de um clima extremamente propício para a produção de vinhos de qualidade”, atesta o enólogo de Natal, Rafael Bohn, que há anos estuda as condições para a produção de vinhos no Rio Grande do Norte e que buscou todo o seu conhecimento no trabalho desenvolvido na Serra Gaúcha, principal produtor nacional.

“Agora, cabe a nós mesmos, potiguares, acreditarmos nessas amplas possibilidades, arregaçar as mangas e trabalhar”, defende.
E os resultados podem ser promissores, já que os primeiros pés, plantados aqui em janeiro de 2017, atingiram a altura de 1,80 m com cachos excelentes.

O passo seguinte foi avaliar tecnicamente essa produção, onde são examinadas a condições necessárias para a exportação.

“Um personagem fundamental nessa história foi o professor Celso Pommer, pesquisador do Instituto Agronômico de Pesquisa (IAC), que avalizou as grandes potencialidades do RN na produção de uvas, endosso sem o qual nada teria acontecido”, afirma o pesquisador Django Jesus.

Pommer foi o primeiro diretor do Centro de Fruticultura do IAC ainda nos anos de 1980, com pós-doutorado no Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura Americano, em Fresno, Califórnia, um grande celeiro exportador de uva e vinhos do mundo.

“Não fosse a passagem dele por aqui ainda estaríamos muito mais atrasados nesse processo”, diz Django.

Para Rafael Bohn, o RN já tem o que é necessário: solo, topografia, hidrografia e clima, criando várias possibilidades de “terroir”, palavra francesa que indica a relação entre o solo e o micro-clima a partir do qual nasce um tipo de uva de alta qualidade (sem que ninguém consiga explicar a razão).

“Agora, cabe aos interessados acreditar e apostar nesse potencial”, afirma.

Para quem ainda não sabe, o Rio Grande do Norte produz ótimas uvas de mesa e os vinhos oriundos dos parreirais potiguares são uma delícia.

O problema é que só sabe disso quem está em Mossoró ou freqüenta o Festival Gastronômico e Cultural de Martins, que acontece anualmente em julho.

Toda a uva de mesa vendida nos supermercados em Natal e que custa entre seis a oito reais a caixinha de 500 gramas, vem de Petrolina, em Pernambuco.

Lá, o clima muito parecido com a região da chapada do Apodi, leva a vantagem de contar com a adesão e organização de muitos produtores, o que não acontece aqui.

E isso há pelo menos três décadas, ao passo que no Oeste potiguar, onde existem as condições ideais para o cultivo da uva, o esforço de alguns produtores tem esbarrado na falta de um bom suprimento d’água, já que o clima é propício para o desenvolvimento das variedades.

Uma luta travada por produtores como o médico Francisco Salismar Lopes Correia, um cardiologista de Pau dos Ferros, que resolveu plantar um hectare de parreirais em sua fazenda Refúgio Templário, que fica na zona rural de Martins, a 700 metros de altitude.

Antes dele, os irmãos André Aleixo e José Hipólito trocaram a plantação de pimentões e tomates para apostar nas uvas, conseguindo comercializar toda a produção com um único distribuidor da Ceasa e que lhes rendeu na ocasião uma modesta venda de R$ 100 mil.

Já com o médico Salismar, os doces frutos da uva têm rendido uma briga boa, já que todas as tentativas de levar água aos parreirais têm dado problemas, apesar da elogiada qualidade das uvas de que ele produz e do vinho degustado durante o Festival de Inverno de Martins já ser famoso.

“Os gastos para manter essa paixão pelo cultivo das uvas tem saído bastante caro”, admite o proprietário da Refúgio Templário, localizada na comunidade Cumbi, na zona rural de Martins.

Em 2017, ele começou com as variedades Cabernet Sauvignon e Vitória para as quais instalou um sistema de irrigação por gotejamento e, como era insuficiente, ele construiu sem sucesso uma barragem, que por algum motivo não consegue reter água. E haja dinheiro!

“Encarar o desafio de cultivar uma fruta que pode gerar tranquilamente até duas safras e meia por ano, com mercado garantido no Brasil e no exterior e a possibilidade de agregar considerável valor no suco de uva e no vinho, ainda depende basicamente da adesão de potenciais produtores”, explica o pesquisador Django de Jesus, Doutor em Fitotecnia pela Ufersa, e que trabalha com experimentos de uva no semiárido desde 2010.

“Afinal, condições há e elas muitas”, diz ele, que começou com as variedades Itália melhorada, Isabel precoce e Niagara Rosada e, mais recentemente, com as uvas sem sementes dos tipos Ísis e Vitória lançadas pela Embrapa em 2013 e, desde então, produzidas no Vale do São Francisco, numa extensa faixa de terra entre Pernambuco e a Bahia.

“Aqui temos tudo o que precisamos: calor de dia e friozinho à noite”, garante o especialista, que participou de um acordo de cooperação técnica entre a Ufersa, o IFRN e o Sebrae para realizar os primeiros experimentos numa área do Instituto Federal, em Apodi, junto com os professores Glauber Henrique Nunes, da Ufersa, e Renato Alencar, do IFRN.

“Trata-se de um clima extremamente propício para a produção de vinhos de qualidade”, atesta o enólogo de Natal, Rafael Bohn, que há anos estuda as condições para a produção de vinhos no Rio Grande do Norte e que buscou todo o seu conhecimento no trabalho desenvolvido na Serra Gaúcha, principal produtor nacional.

“Agora, cabe a nós mesmos, potiguares, acreditarmos nessas amplas possibilidades, arregaçar as mangas e trabalhar”, defende.
E os resultados podem ser promissores, já que os primeiros pés, plantados aqui em janeiro de 2017, atingiram a altura de 1,80 m com cachos excelentes.

O passo seguinte foi avaliar tecnicamente essa produção, onde são examinadas a condições necessárias para a exportação.

“Um personagem fundamental nessa história foi o professor Celso Pommer, pesquisador do Instituto Agronômico de Pesquisa (IAC), que avalizou as grandes potencialidades do RN na produção de uvas, endosso sem o qual nada teria acontecido”, afirma o pesquisador Django Jesus.

Pommer foi o primeiro diretor do Centro de Fruticultura do IAC ainda nos anos de 1980, com pós-doutorado no Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura Americano, em Fresno, Califórnia, um grande celeiro exportador de uva e vinhos do mundo.

“Não fosse a passagem dele por aqui ainda estaríamos muito mais atrasados nesse processo”, diz Django.

Para Rafael Bohn, o RN já tem o que é necessário: solo, topografia, hidrografia e clima, criando várias possibilidades de “terroir”, palavra francesa que indica a relação entre o solo e o micro-clima a partir do qual nasce um tipo de uva de alta qualidade (sem que ninguém consiga explicar a razão).

“Agora, cabe aos interessados acreditar e apostar nesse potencial”, afirma.

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