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Coluna
Notas e informes: Guedes x Rogério
Redação
27/04/2020 | 03:11

Auxiliares diretos do presidente Jair Bolsonaro reclamam da “visão fiscalista” do Ministério da Economia e da falta de um contraponto econômico dentro do governo, como havia antes da criação do superministério sob a alçada de Paulo Guedes.

É neste cenário que tem crescido o nome do ministro potiguar Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), que defende o programa Pró-Brasil, que prevê expansão de gastos públicos como estratégia para a retomada econômica no pós-pandemia.

In Marinho we trust

Após tomar as rédeas da negociação com o Congresso na reforma da Previdência, no ano passado, quando ainda assessorava Paulo Guedes, Marinho ganhou a confiança de Bolsonaro. Alçado a ministro, passou a fazer parte de um núcleo de conselheiros mais próximos do presidente.

PAC do Marinho

Guedes e sua equipe batizaram, internamente, o plano Pró-Brasil de “PAC do Marinho”, numa referência ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de obras públicas dos governos do PT.

Dilma 3

Outro apelido do programa é “Dilma 3”, em referência ao PAC, que foi liderado por Dilma Rousseff quando ela ainda era ministra, antes de ser presidente. As obras do PAC foram alvos de críticas porque, entre outros motivos, começavam com um orçamento e, quando terminavam, tinham um custo duas ou três vezes maior. O temor entre técnicos é que isso se repita caso a ala política ou militar do governo force a barra para turbinar o plano na ânsia de dar uma sinalização de retomada.

Fura teto de gastos

O ministro da Economia afirmou a auxiliares que Rogério Marinho foi o articulador do programa e foi chamando “um a um” os ministros para comprarem a ideia e emplacar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) “fura teto de gastos”, a regra fiscal que o impede o crescimento das despesas acima da inflação. A interlocutores, o Marinho negou que Guedes tenha falado na sua frente sobre BC e nega o rompimento.

Convergência

A expectativa em parte do governo é de que haverá uma convergência de ideias em torno da necessidade dos investimentos públicos para a retomada econômica após a crise, o que está sendo feito no mundo todo devido ao aumento da aversão ao risco. O maior exemplo, na avaliação dos defensores desse quadro, é decisão da Boeing de desistir de comprar a Embraer.

Desastre

Depois da desastrosa apresentação do Plano Pró-Brasil, sem dados técnicos e com gráficos considerados apenas ilustrativos, o clima na área econômica era de alívio pelo fato de nenhum integrante da equipe econômica ter sentado à mesa ao lado do ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, endossando o anúncio. Um integrante da equipe econômica disse que só faltou colocar o “selo” de “Dilma 3” no Pró-Brasil.

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