A Polícia Militar de São Paulo instaurou uma investigação para apurar a conduta de policiais envolvidos em uma abordagem que terminou em agressões físicas na tarde de domingo 26, em uma adega no bairro Jardim Amorim, em Sorocaba, no interior do estado.
Imagens de câmeras de segurança registraram a confusão. O vídeo mostra o momento em que uma mulher dá um tapa no capacete de um policial militar e, em seguida, é atingida por um soco no rosto, caindo no chão enquanto estava com um bebê no colo.
![[vídeo] mulher leva soco de pm e cai com bebê no colo durante abordagem em sp | notícias do rio grande do norte Câmera de segurança registra abordagem policial em Sorocaba, onde uma mulher é agredida após dar um tapa no capacete de um policial militar](https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/07/agressao-pm-sp-830x468.png)
Segundo o boletim de ocorrência, a abordagem começou após um policial afirmar ter percebido um comportamento suspeito de um homem que estava no estabelecimento. Ao ser abordado, ele teria se recusado a acompanhar os agentes e foi puxado pela bermuda.
Durante a ação, uma mulher que estava ao lado perdeu o equilíbrio e caiu na calçada com a criança. Em seguida, outra mulher pegou o bebê no colo para protegê-lo. Pouco depois, um terceiro policial chegou ao local e, ao se aproximar da equipe, acabou esbarrando nela.
Na sequência, a mulher reagiu dando um tapa no capacete do policial. O agente respondeu com um soco no rosto, fazendo com que ela caísse no chão.
A ocorrência foi registrada como crime de resistência. A mulher, de 26 anos, foi conduzida ao plantão policial, prestou depoimento e acabou autuada.
No boletim de ocorrência, os policiais afirmam que o agente utilizou o chamado “uso diferenciado da força”, previsto nos procedimentos operacionais da corporação, para conter a mulher e realizar a abordagem.
Em nota, a Polícia Militar informou que abriu uma investigação interna para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que o caso será apurado minuciosamente, incluindo a análise das imagens da abordagem.
A mulher afirmou que não registrou boletim de ocorrência contra os policiais, disse que não havia motivo para a abordagem e informou ter sido orientada a realizar exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).