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Justiça

MPF denuncia 11 pessoas por esquema de contrabando de cigarros no RN

Grupo usava litoral norte potiguar para entrada de cargas ilegais que abasteciam estados do Nordeste, segundo investigação
Agora RN
30/07/2026 | 16:52

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia à Justiça Federal do Rio Grande do Norte contra 11 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida em contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro.

Segundo o MPF, o grupo utilizava o litoral norte potiguar como ponto de entrada para cargas ilegais que abasteciam o Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

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MPF denunciou 11 pessoas acusadas de integrar organização criminosa envolvida em contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro no Rio Grande do Norte - Foto: Divulgação

A denúncia é resultado da Operação Karkinos, deflagrada em novembro de 2025 pelo MPF e pela Polícia Federal, com apoio da Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal.

De acordo com as investigações, a organização possuía divisão de funções, com núcleos responsáveis pela logística, contatos internacionais e segurança armada. Entre os denunciados estão empresários, motoristas e um policial militar.

O grupo teria aproveitado áreas de salinas entre Porto do Mangue e Macau, no litoral norte do estado, para realizar o desembarque de cargas de cigarros contrabandeados vindos do exterior.

Conforme o MPF, a entrada das embarcações ocorria durante a maré cheia, facilitando o acesso por canais de difícil navegação. Após o desembarque, os produtos eram transportados em caminhões acompanhados por veículos usados como “batedores” para monitorar a presença policial nas estradas.

As cargas eram levadas para depósitos em municípios como Riachuelo e São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, e Algodão de Jandaíra, na Paraíba, antes da distribuição para outros pontos de venda.

As investigações apontam que, entre agosto de 2024 e novembro de 2025, foram apreendidos mais de 3,4 milhões de maços de cigarros contrabandeados, avaliados em aproximadamente R$ 14 milhões.

O MPF informou que a denúncia foi baseada em provas como análise de torres de telefonia celular e informações obtidas em flagrantes realizados principalmente em Natal e Mossoró.

Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa, contrabando qualificado e lavagem de dinheiro. A ação penal tramita na Justiça Federal sob o número 0001271-68.2026.4.05.8403.