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MP faz buscas para encontrar provas sobre assassinato de Neném Borges

Órgão aponta indícios de que houve crimes de coação no curso do processo, falso testemunho e fraude processual
Redação
22/02/2024 | 08:05

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quarta-feira 21 a operação Non Celare. Na operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão para encontrar provas para a investigação sobre o assassinato de Neném Borges, prefeito de São José de Campestre.

O prefeito foi morto a tiros no dia 18 de abril do ano passado dentro da própria residência, em um crime com características de execução sumária.

Prefeito de São José do Campestre, Neném Borges foi assassinado em abril do ano passado; chefe de facção é suspeito - Foto: Reprodução
Prefeito de São José do Campestre, Neném Borges foi assassinado em abril do ano passado; chefe de facção é suspeito - Foto: Reprodução

Os mandados foram cumpridos em São José de Campestre e em Santo Antônio.

Non Celare significa “Não se esconda”, uma referência à subtração de provas relacionadas ao homicídio cometido.

De acordo com o MPRN, há indícios dos crimes de coação no curso do processo, falso testemunho e fraude processual.

Ao todo, cinco promotores de Justiça, nove servidores do MPRN e 24 policiais militares participaram da ação.

No último dia 19 de janeiro, o principal suspeito do assassinato foi preso em Guarulhos, na Grande São Paulo. De acordo com as investigações, Vando Fernandes Gomes, de 22 anos, é chefe local de uma facção criminosa interestadual e teria decidido matar o prefeito por causa do apoio institucional de Neném Borges às ações policiais no município.

“Houve um fato relevante que 15 dias antes da execução do prefeito, a Polícia Civil deflagrou uma operação em que foram apreendidos um colete balístico e uma arma de fogo desse suspeito, que teria sido usada em outro homicídio”, afirmou o Wellington Guedes, em entrevista dada no fim do ano sobre as investigações.