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Racha

Mourão diz que “não falta assunto” para conversar com Bolsonaro

Presidente da República afirmou a apoiadores que “talvez” conversasse com vice “nos próximos dias” sobre possível repetição da chapa em 2022
Metrópoles
01/09/2021 | 10:17

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), disse nesta quarta-feira 1º que ainda não foi marcada data para sua próxima conversa com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas salientou que “não falta assunto” entre os dois.

“A hora que ele me chamar, eu estou pronto”, disse o general, na chegada a seu gabinete, na manhã desta quarta.

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Bolsonaro e Mourão. Foto: Reprodução

Questionado se há algo para discutir com o mandatário, Mourão respondeu: “Sempre tem, né? Sempre. Não falta assunto”.

Segundo o colunista do Metrópoles Igor Gadelha, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, entrou em campo na terça-feira 31 para viabilizar uma conversa entre o presidente e o vice.

No fim da manhã de ontem, o autointitulado “amortecedor” do governo foi até o gabinete do vice, no Palácio do Planalto, para medir a disposição do general em se encontrar com Bolsonaro.

Segundo apurou a coluna, Mourão sinalizou que topa conversar com o presidente para “lavar a roupa suja”, após meses de atritos públicos. O encontro deve acontecer nos próximos dias.

Ciro entrou em campo a pedido do próprio chefe. Mais cedo, Bolsonaro disse a apoiadores que “talvez” conversasse com seu vice “nos próximos dias” sobre uma possível repetição da chapa em 2022.

Foi a segunda vez, só em agosto, que o ministro da Casa Civil atua nos bastidores para distensionar a relação entre Bolsonaro e Mourão. Há duas semanas, ele havia procurado o vice-presidente para uma conversa.

Eleições

O próprio Mourão admitiu que não deve compor a chapa à reeleição nas eleições de 2022. O general da reserva deve disputar outro cargo político, como o de senador da República, pelo Rio Grande do Sul, estado onde nasceu.

Mourão foi a terceira opção do ex-capitão para ser seu companheiro de chapa em 2018, depois de Janaína Paschoal (que acabaria eleita a deputada estadual mais votada do país, pelo PSL, em São Paulo) e de Luiz Philippe de Orleans Bragança (eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro).

A crise entre eles se arrasta desde o fim de janeiro de 2019, antes mesmo de terminar o primeiro mês do governo então recém-eleito.