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Análise
Mortes por Covid-19 reduzem em um ano a expectativa de vida do brasileiro, aponta Ipea
Em 2018, um homem brasileiro poderia esperar viver 72,5 anos. Estima-se que, com o total de óbitos registrados até o último dia 8 de setembro, essa expectativa tenha caído para 71,5.
O Globo
13/09/2020 | 08:02

Agora que o número de mortos e infectados diminuiu, já é possível mostrar o tamanho do estrago dessa pandemia até hoje. Em 2018, um homem brasileiro poderia esperar viver 72,5 anos. Estima-se que, com o total de óbitos registrados até o último dia 8 de setembro, essa expectativa tenha caído para 71,5. “Ou seja, pode-se falar de uma perda de… um ano na vida dos homens brasileiros, até este momento”, diz a economista Ana Amélia Camarano, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e especialista em envelhecimento.

Como 57,9% dos óbitos são de homens, o impacto maior é na expectativa de vida masculina. Segundo Ana, essa perda só não foi maior porque 75,2% do total dos óbitos por Covid-19 atingem a população com 60 anos ou mais. Afinal, o aumento da expectativa de vida por aqui esteve sempre muito ligado à queda da mortalidade infantil — quanto menos uma criança vive, menor, na média, será a esperança de vida de uma população.

Fazendo um corte apenas sobre as pessoas com 60 anos ou mais, a pesquisadora do Ipea diz que, para esse grupo, a expectativa de vida caiu ainda mais: 1,1 ano ou treze meses. “Nesta faixa, um homem tinha uma expectativa de sobrevida de mais 21,6 anos. Agora, ela é de mais 20,5 anos”. completa Ana.

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