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Luto

Morre Walewska, campeã olímpica com a seleção de vôlei, aos 43 anos

Bernardinho e Zé Roberto, que foram técnicos da atleta, repercutiram morte dela; ela foi homenageada por jogadoras antes de jogo contra Turquia
Redação
23/09/2023 | 08:10

Morreu, na noite desta quinta-feira, 21, a ex-jogadora de vôlei Walewska Oliveira, uma das maiores esportistas da seleção brasileira. A informação foi confirmada pelo UOL com Margareth Signorelli, terapeuta que trabalhava com Wal na Olympic Mind, e com pessoas próximas à família. A ex-atleta estava em São Paulo para divulgação de sua biografia. Além disso, ela lançaria uma linha de chocolates saudáveis.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, a campeã olímpica de vôlei caiu do 17º andar de um prédio na região do bairro Jardins, em São Paulo. Uma unidade de resgate tentou reanimar a ex-jogadora, mas a morte foi declarada no local. Wal, como era conhecida, tinha 43 anos e faturou o ouro olímpico em Pequim-2008. Antes, ela fez parte do elenco brasileiro que foi bronze em Sydney-2000.

Walewska era considerada uma das maiores esportistas da seleção brasileira de vôlei e morreu aos 43 anos - Foto: Reprodução / Redes Sociais
Walewska era considerada uma das maiores esportistas da seleção brasileira de vôlei e morreu aos 43 anos - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Em clubes brasileiros, a central se destacou por Rexona/Ades, Vôlei Amil e Dentil Praia Clube. No exterior, atuou por Sirio Perugia (Itália), Grupo 2002 Murcia (Espanha) e VC Zarechie Odintsovo (Rússia). A brasileira se aposentou das quadras no ano passado e, nos últimos tempos, apostava em lançamento de produtos envolvendo liderança e alta performance.

A CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) emitiu uma nota abordando a morte de Walewska. A entidade ressaltou os títulos da central e, em nome do presidente Radamés Lattari, se solidarizou com os familiares.

“Com tristeza e imenso pesar, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) recebeu a notícia do falecimento da campeã olímpica Walewska na noite desta quinta-feira. Central de excepcional talento, Walewska defendeu por muitos anos a seleção brasileira feminina. Além da medalha de ouro nos Jogos de Pequim 2008, foi bronze em Sydney 2000, conquistou três títulos do Grand Prix, os Jogos Pan-Americanos de 1999 e a Copa das Campeões de 2013”, diz a nota da CBV.

REPERCUSSÃO

Ex-técnico de Walewska e atual coordenador da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho lamentou a morte da ex-atleta em suas redes sociais. “Sem palavras para descrever a tristeza com a partida da querida Wal. Conheci menina e a vi se tornar uma mulher incrível, uma jovem aspirante que se tornou uma supercampeã. Amiga das amigas, líder, uma energia enorme, um sorriso cativante e um abraço acolhedor. Descanse em paz, querida Walewska”, disse Bernardinho, em sua conta no Instagram.

Bernardinho e Walewska trabalharam juntos ao longo da década de 90. O treinador comandou a jogadora durante sua passagem pelo Rexona/Curitiba. O técnico José Roberto Guimarães lamentou a morte de Walewska, ex-atleta da seleção brasileira de vôlei Horas após a confirmação da morte dela, o treinador comandou o Brasil na derrota para a Turquia, no Pré-Olímpico.

“É um momento de muita tristeza e dificuldade para todo mundo. Conhecendo a Walewska como nós conhecíamos, enfim, foi um exemplo de dedicação, comprometimento, de tudo de bom que uma jogadora e uma pessoa pode ter. Sempre se cuidou muito, ajudou o time, tentou fazer tudo certo e da melhor maneira possível desde muito pequena. Jogou com várias dessas jogadoras, ficamos sem chão para entender as coisas. É difícil falar sobre isso, abalou todo mundo”, disse José Roberto Guimarães ao Sportv.

No último jogo da seleção feminina, as jogadoras da seleção brasileira entraram em quadra de mãos dadas puxadas pela capitã Gabi Guimarães. Todas as atletas do Brasil usaram uma faixa com “W #1”, em referência à inicial do nome da ex-jogadora e o número utilizado por ela na seleção brasileira e nos clubes. Durante o protocolo inicial da partida, 30 segundos de silêncio foram respeitados no ginásio, em Tóquio. A homenagem aconteceu ainda antes da execução dos hinos nacionais. O Brasil foi derrotado pela Turquia por três sets a zero.