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Vítimas
Monitoramento de praias é reforçado na temporada de peixes-boi no Nordeste
Muitos desses animais são encontrados machucados ou mortos, afetados por lixo, apetrechos de pesca e outras interferências das ações humanas, informam pesquisadores
Redação
02/10/2021 | 08:54

De setembro a março é comum avistar peixes-boi marinhos nas praias do litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte. O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia Potiguar (PMP-BP), estruturado e executado pela Petrobras, trabalha no resgate e reabilitação destes animais e alerta para a importância da conscientização da população local para a preservação desta espécie, uma das mais ameaçadas de extinção do Brasil. Muitos são encontrados machucados ou mortos, afetados por lixo, apetrechos de pesca e outras interferências das ações humanas. Atualmente, 25 peixes-boi estão em reabilitação nas bases do PMP-BP.

Após a reabilitação e readaptação em cativeiro de aclimatação, esses animais serão soltos para o seu ambiente natural. Antes da soltura, os peixes-boi recebem número de identifocação e equipamento que permite localizá-los. “Este rastreador muitas vezes chama a atenção da população e dos pescadores que em alguns momentos podem tentar retirá-lo do animal. Por isso, estamos realizando um trabalho educativo com as comunidades locais para explicar a funcionalidade e importância deste rastreador, para acompanharmos a adaptação, saúde e desenvolvimento do animal”, explica Vitor Luz, coordenador geral do PMP no Ceará e veterinário da Aquasis.

No início de agosto, o Projeto realizou a translocação de dois peixes- -boi para cativeiro de aclimatação, um tanque-rede acoplado numa plataforma flutuante, na Praia de Peroba, no município de Icapuí, no litoral leste do Ceará. Durante aproximadamente seis meses, os animais permanecerão neste espaço, construído a cerca de 300 metros da costa para que possam se adaptar ao ambiente natural, antes do retorno definitivo para natureza. Estruturados e executados pela Petrobras para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, os PMPs constituem o maior programa de monitoramento de praias do mundo.

Para a execução e eficiência deste projeto, a Petrobras trabalha em parceria com diversas instituições científicas e organizações não governamentais. Na Bacia Potiguar, o trabalho é realizado em conjunto com o Projeto Cetáceos da Costa Branca (PCCB), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). e com a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis). As equipes do Projeto de Monitoramento de Praias atuam diariamente e todos os animais marinhos encontrados debilitados ou mortos são avaliados e, quando necessário, são encaminhados para o atendimento veterinário nos Centros de Reabilitação.

O monitoramento, informa a Agência Eco Nordeste, é fiscalizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e compreende o registro, resgate, necropsia, reabilitação e soltura de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, de forma a contribuir para a gestão de políticas públicas para a conservação da biodiversidade marinha.

Agenda ambiental

A Petrobras investe em projetos e ações para ampliar o conhecimento, conservação e recuperação da biodiversidade. A agenda ambiental é considerada para as decisões de negócio da Petrobras, na busca por melhoria de desempenho e conformidade ambiental de suas operações.

Serviço

A sociedade também pode participar com o acionamento imediato das equipes ao avistar um animal marinho vivo ou morto, pelos telefones:

PMP-RNCE (RN) – (84) 9 8843- 4621 / 9 9943-0058
PMP-RNCE (CE) – (85) 9 9800-0109 / 9 9188-2137

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
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