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Acompanhamento
Modelo Eloisa Fontes, resgatada em comunidade, será transferida para clínica particular no RJ
Antes de deixar o Pinel para um clínica particular, Eloisa vai passar por uma série de exames para saber como está a sua saúde. Por enquanto, ela não realizou nenhum teste toxicológico. O processo não será rápido
Redação/ O Globo
09/10/2020 | 11:34

A modelo Eloisa Fontes, de 26 anos, resgatada desorientada no Morro do Cantagalo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, será transferida para uma clínica particular nos próximos dias na capital Fluminense. A alagoana está internada desde terça-feira, 6, no Instituto Philippe Pinel, em Botafogo, que é um hospital psiquiátrico municipal. A jovem foi levada por policiais da Operação Ipanema Presente que a convenceram a conversar com o médico da instituição, que a internou imediatamente. As informações são do O Globo.

Antes de deixar o Pinel para um clínica particular, Eloisa vai passar por uma série de exames para saber como está a sua saúde. Por enquanto, ela não realizou nenhum teste toxicológico. O processo não será rápido. A previsão é que ela fique internada por meses para seguir com o acompanhamento psicológico e tenha uma melhora no seu quadro clínico.

“Ela vai passar por acompanhamento. Vamos ver como será esse tratamento particular. Mas sabemos que ela vai passar alguns meses internada, recebendo todos os cuidados. Eu só penso no bem-estar e na segurança dela nesse momento. Ela está passando por uma situação difícil. Então, criamos essa rede de apoio, capitaneada pelo Assis (Francisco, amigo da família) para ajudarmos e darmos o suporte para a melhora da Eloisa”, afirma a amiga baiana da modelo, que prefere não ser identificada.

A Secretaria muncipal de Saúde informou que a jovemsegue em acompanhamento pelo equipe do Pinel, e que “outras informações sobre o caso são restritas à família”.

Falta de apoio psicológico

A amiga de Eloisa, que também já foi modelo, disse que sempre faltou um apoio médico para alagoana. Ela explica que as agências de modelos não dão suporte psicológico para suas agenciadas, o que prejudica ainda mais a carreira de muitas delas, como no caso de Eloisa. Sem instruções, ela não conseguiria procurar sozinha a ajuda de um profissional qualificado, como psicólogo ou um psiquiatra.

“A grande questão é que as agências de modelos não nos dão suporte, não dão apoio psicológico. Na verdade, poucas fazem isso, só pensam em faturar e só se preocupam quando você traz dinheiro para eles. Mas quando você está em casa sem trabalhar, daí o problema é seu. Ela ganhou muito dinheiro com os trabalhos que fazia, mas não sei quem toma conta do dinheiro dela agora. Mas por ela não compreender muito das coisas, as pessoas pagavam menos do que ela merecia”, diz.

Eloisa não queria ser novamente internada. Sem trabalhos como modelo, a jovem passou a ser vista em comunidades como Cidade de Deus, na Zona Oeste, e Jacarezinho, na Zona Norte, quando também foi resgatada de ambas. Desta última, só saiu em agosto, quando foi internada em um novo surto no Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra, e em seguida transferida para o Hospital Jurandyr Manfredini, em Curicica. Na época, ela estava com namorado, que conseguiu fazer contato com a família e pediu ajuda a Francisco Assis, único conhecido que tinham no Rio.

Na terça-feira, mais de dois meses depois dessa internação no Manfredini, Eloisa Fontes não queria deixar a van na qual foi levada pelos agentes. Ela chegou a chorar no veículo pedindo para não ser internada contra a sua vontade. Coube ao sargento David Gomes, de 47 anos, a convencê-la a entrar no hospital.

“Ela confiou em mim, pegou na minha mãe e fomos de carro até o Pinel (Instituto Philippe Pinel). Ela resistiu para sair da van, identificou o local, sabia o que estava acontecendo. Eu falei que ela estava precisando de ajuda, que o médico iria conversar com ela. Ela disse que não queria ficar internada. Falei que era apenas para ela conversar e ir embora e ela respondeu ‘então vamos’ “,contou o sargento.

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