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Estratégia
Ministério da Saúde volta atrás e recomenda reserva de segunda dose de vacinas
Nota técnica elaborada pelo Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde contraria a promessa feita pelo ministro Eduardo Pazuello
Redação
24/02/2021 | 16:29

Nota técnica elaborada pelo Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde e distribuída a gestores da área pelo país contraria a promessa feita pelo ministro Eduardo Pazuello de uma mudança na estratégia da vacinação contra o coronavírus.

Para representantes da Frente Nacional de Prefeitos, o general havia dito, na última sexta-feira, que não seria mais necessário reservar a segunda dose dos imunizantes e, assim que recebessem os imunizantes, os municípios deveriam usar todas as doses de uma só vez, como primeira aplicação.

Mas a nova recomendação do MS, divulgada na noite de terça-feira (23), oriente ao contrário: pede aos municípios para fazerem a reserva para a segunda dose.

A declaração foi dada pelo ministro durante encontro com a Frente Nacional de Prefeitos na última sexta-feira (19). No documento com as recomendações para a distribuição de doses da nova remessa das vacinas de Oxford e da Coronavac, o Ministério da Saúde voltou atrás e informou, com relação à vacina produzida no Instituto Butantan, que “ainda não há um fluxo de produção regular da vacina”. ”Tendo em vista o intervalo entre a D1 e D2 (2 à 4 semanas), e considerando que ainda não há um fluxo de produção regular da vacina, orienta-se que a D2 seja reservada para garantir que o esquema vacinal seja completado dentro desse período, evitando prejuízo nas ações de vacinação”, diz trecho do documento, de seis páginas.

Na segunda-feira (22), a entidade chegou a cobrar que o Ministério da Saúde oficializasse a dispensa de reserva da segunda dose da vacina, com revelou o colunista da CNN Iuri Pitta.

Gestores ouvidos pela CNN nesta quarta-feira afirmaram que o documento demonstra que o Ministério da Saúde não está confiante no recebimento de doses da Coronavac pelo Instituto Butantan e, por isso, houve este recuo na promessa feita por Pazuello. Aos prefeitos, ele disse que iria distribuir 4,7 milhões de doses até o fim deste mês “serão 4,7 milhões de brasileiros vacinados, e não a metade disso. Vamos alterar a estratégia pela produção que nós já temos. Bastante gente para uma semana”, afirmou Pazuello há cinco dias.

A CNN procurou o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde e aguarda retorno.

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