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Polícia

Médico suspeito de estuprar pacientes durante consultas é preso

De acordo com a delegada Amanda Menuci, o investigado buscava conquistar a confiança das pacientes antes de cometer os crimes
Redação
24/04/2026 | 10:39

O médico ginecologista Marcelo Arantes Silva foi preso em casa na quinta-feira (23), suspeito de estuprar pacientes durante consultas e exames realizados nos municípios de Goiânia e Senador Canedo, conforme informou a Polícia Civil. Até o momento, cerca de 20 vítimas já foram identificadas nas duas cidades.

A prisão preventiva foi cumprida por determinação da Justiça, após representação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Senador Canedo.

Médico Marcelo Arantes é suspeito de estuprar pacientes em Goiás — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Médico Marcelo Arantes é suspeito de estuprar pacientes em Goiás — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que o registro profissional do médico foi suspenso por ordem judicial. O órgão destacou ainda que todas as denúncias envolvendo conduta ética de médicos são apuradas sob sigilo, conforme prevê o Código de Processo Ético-Profissional.

Segundo a Polícia Civil, há relatos de abusos ocorridos entre 2017 e 2026. De acordo com a delegada Amanda Menuci, o investigado buscava conquistar a confiança das pacientes antes de cometer os crimes.

Ainda conforme a investigação, o padrão de comportamento se repetia: nas primeiras consultas, o médico realizava toques físicos considerados inadequados e fazia perguntas invasivas sobre a vida íntima das pacientes.

“É um verdadeiro predador sexual que faz do ambiente clínico um local de vulnerabilização das vítimas, se aproveita dessa autoridade médica que ele tem sobre elas”, afirmou a delegada.

As apurações apontam que o profissional realizava exames sem o uso de luvas, fazia exame de toque enquanto fazia perguntas de cunho sexual e, em alguns casos, questionava as pacientes sobre sensação de prazer durante o atendimento. Uma das vítimas também relatou a prática de sexo oral.

O médico é investigado por estupro de vulnerável, já que, segundo a polícia, os crimes ocorreram em contexto de vulnerabilidade das vítimas, que estavam sob a autoridade médica. A delegada também destacou o impacto psicológico dos abusos.

Uma das vítimas relatou, em entrevista à TV Anhanguera, que ficou paralisada durante o atendimento. “A gente fica completamente imóvel, não tive coragem, acho que, por alguns minutos, eu morri ali na cadeira”, disse.

Ela contou que o atendimento começou de forma cordial, mas evoluiu para comportamentos inadequados. “Quando a gente está completamente sem roupa, ele vai e faz alguma coisa. Ele enfiou o dedo, falou com questão de lubrificação, coisas que não tinham nada a ver com o procedimento”, relatou.

Leia a nota do Cremego na íntegra

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informa que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. A informação consta no site do Cremego.

Sobre as acusações contra o profissional, o Cremego ressalta que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.