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Diálogo

Fiern busca ampliar negócios com Cabo Verde

Roberto Serquiz reuniu-se com representantes do país para discutir possibilidades de cooperação econômica
Redação
24/06/2026 | 05:57

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) deu início a tratativas para ampliar a inserção internacional da indústria potiguar por meio de uma aproximação institucional com Cabo Verde. Em agenda realizada nesta terça-feira 23, em Brasília, o presidente da Fiern, Roberto Serquiz, reuniu-se com representantes da Embaixada da República de Cabo Verde para discutir possibilidades de cooperação econômica e abertura de novos mercados para produtos e serviços do Estado.

O encontro ocorreu na sede da representação diplomática do país africano e contou com a participação da ministra plenipotenciária Maria Goretti Santos Lima. A reunião marcou o início de um diálogo voltado à identificação de oportunidades de intercâmbio comercial, industrial e logístico entre o Rio Grande do Norte e Cabo Verde, considerado um ponto estratégico de conexão com o continente africano.

Serquiz e CV
Roberto Serquiz, presidente da Fiern, com autoridades de Cabo Verde em Brasília - Foto: Assessoria/Fiern

Durante a apresentação, Serquiz destacou o interesse da indústria potiguar em construir parcerias que possam ampliar a presença de empresas do estado em mercados internacionais. Segundo ele, a localização geográfica de Cabo Verde e sua posição como plataforma de acesso a países africanos tornam o país um parceiro potencial para futuras iniciativas de internacionalização.

“Fiz uma primeira apresentação mostrando nosso interesse em estabelecer conexões, considerando a proximidade estratégica de Cabo Verde e sua ligação com o continente africano”, afirmou o presidente da Fiern.

A ministra Maria Goretti Santos Lima apresentou a estrutura de incentivo a investimentos existente em Cabo Verde, com destaque para a atuação da TradeInvest, agência responsável pela promoção de negócios e pela atração de investimentos estrangeiros. O órgão atua no apoio a empresas interessadas em estabelecer operações comerciais ou industriais no país.

A logística foi apontada como um dos principais temas para o avanço das negociações. Segundo os participantes, a viabilidade de operações marítimas e aéreas entre os dois territórios será analisada em maior profundidade nas próximas etapas das conversas. A discussão inclui alternativas para transporte de cargas e o fortalecimento de rotas que possam facilitar o fluxo comercial entre o Nordeste brasileiro e o mercado africano.

Entre as possibilidades em estudo estão modelos de transporte marítimo inspirados em operações de cabotagem, além de soluções voltadas à integração logística internacional. A avaliação é que a conectividade será um fator decisivo para transformar o interesse institucional em oportunidades concretas de negócios.

“Foi um primeiro contato muito positivo. Agora, vamos analisar detalhadamente as questões logísticas para, a partir disso, avançar em uma nova rodada de diálogos e identificar oportunidades concretas de parceria”, disse Serquiz.

A iniciativa integra a estratégia da Fiern de ampliar a presença da indústria potiguar em mercados externos e fortalecer a agenda de internacionalização das empresas do estado. Nos últimos anos, a entidade tem buscado aproximar o setor produtivo potiguar de novos parceiros comerciais, especialmente em regiões consideradas estratégicas para exportações e atração de investimentos.

Também participaram da reunião o diretor-tesoureiro da Fiern e presidente do Cluster Tecnológico Naval do Rio Grande do Norte, Djalma Barbosa da Cunha Júnior; a coordenadora executiva de Relações Institucionais e Mercado da Federação, Ana Adalgisa Dias; a coordenadora de Diplomacia Empresarial e Internacionalização, Gabriela Leoni; e a analista de Políticas e Indústria, Ruth Fernández.

A expectativa da entidade é que as próximas rodadas de negociação permitam mapear setores com potencial de integração econômica e estabelecer uma agenda de cooperação voltada ao aumento do comércio bilateral, à atração de investimentos e à criação de novas oportunidades para a indústria potiguar no mercado africano.