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Iniciativa

Formulário busca mapear pessoas negras com Síndrome de Down no RN

Iniciativa é organizada pelo coletivo de mulheres negras As Carolinas em parceria com o Centro de Referência em Direitos Humanos Marcos Dionísio (CRDHM) e com o Grupo Afirmativo de Mulheres Independentes (GAMI)
Redação
20/06/2023 | 08:47

O questionário do projeto “O Trevo de Quatro Folhas Negro – Ampliando o olhar sobre as pessoas negras com Síndrome de Down no RN”, tem como objetivo mapear crianças, adolescentes e adultos negros e negras com Trissomia do Cromossomo 21, a Síndrome de Down, e seus respectivos familiares no RN.

A iniciativa é organizada pelo coletivo de mulheres negras As Carolinas em parceria com o Centro de Referência em Direitos Humanos Marcos Dionísio (CRDHM) e com o Grupo Afirmativo de Mulheres Independentes (GAMI), por meio da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), com recursos oriundos do Programa Doar para Transformar.

Amanda Atíladê é mãe de Maya Sol, uma criança negra diagnosticada com síndrome de down - Foto: Divulgação
Amanda Atíladê é mãe de Maya Sol, uma criança negra diagnosticada com síndrome de down - Foto: Divulgação

Projeto surgiu quando mãe frequentou projeto com filha diagnosticada com síndrome de down

Amanda Atíladê é mãe de Maya Sol, uma criança negra diagnosticada com síndrome de down, e conta que o projeto surgiu quando ela percebeu a ausência de pessoas negras com a trissomia do cromossomo 21 nos ambientes que ela e a filha frequentavam.

“Pesquisamos um pouco e encontramos que o recorte de raça não influencia na condição genética, porém o racismo determina o tempo de vida das pessoas negras com síndrome de down”, afirma. “Foi desesperador no início, mas com o Coletivo As Carolinas transformei desespero em força”.

O projeto está em diálogo com instituições e mandatos populares no intuito de garantir que mais pessoas tenham acesso ao formulário. “A ideia também é encontrar políticas públicas já consolidadas para pessoas com T21 e os espaços de atendimento”, conta Amanda.

O questionário pode ser acessado por meio deste link (https://l1nk.dev/kIabp) ou pelo QR Code disponível no Instagram do Coletivo As Carolinas, @coletivoascarolinas. Para tirar dúvidas ou dar sugestões, você pode acessar a conta do Coletivo As Carolinas no Instagram: @coletivoascarolinas.

Síndrome de Down é debatida por mães no Rio Grande do Norte

Em março do ano passado o AGORA RN noticiou que já havia um debate entre mães para fortalecer e disseminar conhecimentos sobre esta condição genética que ainda carrega preconceitos e desinformações. Um grupo de 15 mães de crianças do Rio Grande do Norte com Síndrome de Down, a Trissomia do cromossomo 21, intitulado “Mães T21 RN”.

De acordo com a fonoaudióloga Thaís Zimmermann, 31 anos, e a psicóloga Fernanda Cavalcanti, 33 anos, o grupo surgiu a partir de um desejo de aproximar mães e bebês que tivessem a mesma faixa etária, para que as mães pudessem trocar experiências, informações, dicas de serviços de saúde, angústias e acolherem umas as outras, aliado ao fato de que se pudesse proporcionar que esses bebês pudessem crescer juntos, mesmo que de longe. Uma das ideias das mães, inclusive, é que conscientizar sobre a mudança na nomenclatura da condição genética, utilizando o a nomeação “T21” ou “Trissomia do 21”. O nome do grupo, inclusive, já é alusivo a esse movimento, que acontece em todo o mundo. O coletivo possui 15 mães, todas de diferentes cidades do RN.

“Eu, assim como a maioria das mães do grupo, quando recebemos o diagnóstico, costumamos pesquisar na internet as questões sobre a T21, perspectivas de vida, e encontramos questões muito pesadas, desatualizadas, negativas. Tive a suspeita do diagnóstico de Aurora e pesquisei famílias com Down nas redes sociais e isso me fez muito bem, porque eu via que, apesar dos desafios e dificuldades, eram famílias com alegria, aspectos positivos no cotidiano, não era a imagem que o Google passava”, diz Fernanda. “Hoje celebramos a diversidade e nos juntamos a outras famílias atípicas que lutam por inclusão e respeito aos direitos das pessoas com deficiência, das crianças neurodiversas e de todas as minorias”, acrescenta.

Formulário busca mapear pessoas negras com Síndrome de Down no RN - Agora RN
Crianças e adultos com síndrome de Down participam de evento no Senado. – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil