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Mistério
Manchas de óleo voltam a aparecer em praia do litoral do Rio Grande do Norte
Após registros de poluição nas praias de todo o Nordeste no último trimestre de 2019, novas ocorrências foram diagnosticadas em Pernambuco e Alagoas; especialistas não sabem se novas manchas têm relação com o que aconteceu no ano passado
Redação
26/06/2020 | 05:00

Manchas de óleo voltaram a aparecer no litoral Sul do Rio Grande do Norte. O Comando Unificado de Incidentes do Rio Grande do Norte informou nesta quinta-feira (25) que fragmentos foram encontrados na Praia de Tabatinga, em Nísia Floresta, na Região Metropolitana de Natal. O material foi recolhido para análise no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, no Rio de Janeiro.

A descoberta das manchas aconteceu na última quarta-feira (24). A equipe de Inspeção Naval da Marinha do Brasil esteve no local e fez a limpeza da área atingida, assim como fez a coleta do material.

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), que também participou da inspeção feita na região atingida, avalia que não há como indicar relação entre os fragmentos encontrados na Praia de Tabatinga com o material encontrado no litoral potiguar em 2019. À época, manchas e fragmentos de óleo foam encontrados em praias de todos dos estados do Nordeste.

“Embora o reaparecimento de óleo seja esperado após o derramamento ocorrido na Costa Brasileira, no segundo semestre de 2019, não há como indicar relação dos fragmentos encontrados em Tabatinga até os resultados das análises”, informou o Idema, em nota oficial.

Segundo o professor da UERN e coordenador do Projeto Cetáceos Costa Branca, Flávio Lima Silva, o reaparecimento de pelotas de óleo é previsto em eventos como o que ocorreu em 2019. “Parte do óleo pode ter sido depositada no fundo do mar ou na praia e reaparecer meses após, em função das condições meteorológicas e oceanográficas, como direção e velocidade dos ventos e das correntes marítimas no atual período.

Entretanto, somente análises laboratoriais podem confirmar a relação com o derramamento de 2019”, explica.

O Comando Unificado esclarece, ainda, que mantém o monitoramento, de forma rotineira, das praias do litoral potiguar. A equipe do Idema vistoriou na manhã dessa quinta feira (25). E também foi comunicado à Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Nísia Floresta a ação de limpeza, e a mesma recolheu o material, conduzido para a estação de transbordo do município.

O Comando Unificado de Incidentes é composto por representantes do Governo do RN (por meio do Idema, Defesa Civil, Projeto Cetáceos da Costa Branca/UERN, SESAP, SEMARH, SAPE), organizações da sociedade civil (Comitê de Bacias Hidrográficas, ONG Oceânica), MPF, MPE, IBAMA, Marinha, UFRN, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Tibau do Sul e Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Maxaranguape.

Caso a população aviste óleo nas praias, o Comando Unificado solicita que a comunicação seja feita, com urgência, através do disque 185 (Marinha do Brasil) ou com Defesa Civil Estadual – 3232-5155 / 190.
outros Aparecimentos

Manchas de óleo voltaram a aparecer nas praias de Alagoas e Pernambuco no último final de semana. Além do material poluente, fardos de borracha também surgiram hoje em Maceió.

Segundo a Marinha, fragmentos de óleo apareceram em Alagoas nas praias de Lagoa do Pau, no município de Coruripe, e da Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia. Também há relatos de manchas de óleo em Japaratinga.

Em Pernambuco, foram identificadas manchas de óleo nas praias do Cupe e de Muro Alto, em Porto de Galinhas, em Ipojuca e em Tamandaré. O material foi encontrado no primeiro dia que as praias do estado foram abertas após a pandemia do novo coronavírus.

Memória

Até 20 de março, quando as ações emergenciais conduzidas pelo Ibama, pela Marinha e pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foram desmobilizadas, 130 cidades de 11 estados foram afetadas por manchas e fragmentos de óleo. Toneladas de resíduos contaminados foram recolhidas de praias.

A origem da substância e as causas do desastre ambiental que, em agosto, completará um ano, continuam sob investigação da Marinha e da Polícia Federal (PF). Além disso, em novembro, a Câmara dos Deputados instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para acompanhar a questão. A última reunião do colegiado ocorreu em março.

Os primeiros registros foram em 30 de agosto, na Paraíba. No litoral do Rio Grande do Norte, a primeira confirmação foi no dia 7 de setembro.

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