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Tarifa

Lula liga tarifa de Trump a Bolsonaro: ‘Filho dele que foi lá fazer a cabeça do Trump’

Presidente afirmou que Eduardo Bolsonaro atuou para convencer Trump a impor tarifa de 50% sobre produtos do Brasil e que país poderá adotar sanções
Redação
10/07/2025 | 18:24

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira 11 que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve “assumir a responsabilidade” pela imposição de tarifa extra de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos importados do Brasil.

Segundo Lula, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atuou para convencer o ex-presidente americano Donald Trump a tomar a medida.

Ex-presidente Jair Bolsonaro (dir.) e presidente Lula (esq.), durante debate presidencial em 2022 - Foto: Band / Reprodução
Lula afirmou que Brasil pode usar a Lei da Reciprocidade para responder à medida dos EUA - Foto: Reprodução

“Foi o filho dele que foi lá fazer a cabeça do Trump, que começa uma carta tentando fazer um julgamento de um processo que está na mão da Suprema Corte. O ex-presidente deveria assumir a responsabilidade porque ele está concordando com a taxação do Brasil”, afirmou Lula durante entrevista.

Trump divulgou a decisão nesta semana em uma carta publicada nas redes sociais. No documento, o ex-presidente americano cita investigações contra Bolsonaro no Brasil como um dos motivos para a nova tarifa, que deve entrar em vigor em 1º de agosto.

Lula classificou a medida como interferência externa e afirmou que o Brasil responderá com “firmeza e equilíbrio”. O presidente anunciou que o governo vai acionar a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso, que permite a adoção de sanções equivalentes às impostas por outros países.

“Podemos recorrer à OMC, propor investigações internacionais, cobrar explicações. Primeiro tentaremos negociar, mas se não tiver negociação a Lei da Reciprocidade será colocada em prática. Se ele vai cobrar 50% de nós, a gente vai cobrar 50% dele”, afirmou.

Lula também disse que o Itamaraty já iniciou tratativas diplomáticas sobre o tema e que um comitê com empresários será criado para revisar a política comercial com os EUA.

“A primeira coisa que precisa ficar clara para o povo brasileiro é que quem tem que respeitar o Brasil e gostar do Brasil são os brasileiros. Eu achei que aquela carta fosse um material apócrifo porque não é costume mandar correspondência pelo site do presidente”, afirmou.

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