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Alívio

Lula defende ‘Desenrola’ como saída para endividamento e ampliação do crédito

Programa é voltado a pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105)
Redação
05/05/2026 | 05:02

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira 4 que o novo Desenrola Brasil tem como objetivo aliviar o endividamento das famílias e permitir a retomada do acesso ao crédito. Durante o lançamento do programa, em Brasília, o chefe do Executivo destacou que a iniciativa pretende ajudar a população a “tirar a corda do pescoço” e reorganizar a vida financeira.

Voltado a pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105), o programa permitirá a renegociação de dívidas como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com condições mais favoráveis de pagamento.

Lula e Durigan
Lula disse que endividados acabam vítimas da “bandidagem e agiotagem” - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ao abordar o tema, Lula ponderou que o endividamento pode ser positivo quando ocorre de forma planejada e dentro da capacidade financeira do consumidor. Segundo ele, a contração de dívidas pode atender a necessidades legítimas, desde que acompanhada de responsabilidade.

“As pessoas não deveriam gastar mais do que podem pagar. Pode ser bom para a pessoa se endividar para comprar uma coisa para casa, ou para trocar de carro; comprar um terno novo ou um brinquedo para o filho. Mas é também importante que as pessoas façam suas dívidas sem perder de vista a sua condição de pagamento”, afirmou.

O presidente também criticou situações em que dívidas de baixo valor resultam em restrições prolongadas ao crédito. Segundo ele, esse cenário contribui para a exclusão de cidadãos do sistema financeiro formal.

“Não é correto a pessoa estar com o nome sujo no Serasa por causa de uma dívida de R$ 100 ou R$ 200. Isso não tem lógica. Aí, o mercado transforma esse cidadão em um clandestino, porque ele não pode mais comprar nada a crédito, nem ter conta em banco”, disse.

De acordo com Lula, a falta de acesso ao crédito pode levar consumidores a recorrerem a alternativas informais, com custos mais elevados. “Ele vira um freguês da bandidagem, da agiotagem, pagando um juro ainda mais escorchante”, acrescentou.

O programa contará com um fundo garantidor público para viabilizar a renegociação das dívidas junto às instituições financeiras. Como contrapartida, o governo estabeleceu restrições ao uso de recursos por beneficiários, incluindo a proibição de gastos com apostas online por um período de um ano.

A iniciativa faz parte da estratégia do governo para reduzir a inadimplência e ampliar o acesso ao crédito em condições mais equilibradas, com foco na reinserção de consumidores no sistema financeiro e na recuperação da capacidade de consumo das famílias.