O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve embarcar para Washington ainda nesta semana com o objetivo de se reunir na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Embora a agenda oficial ainda não tenha sido confirmada publicamente, a expectativa é de que o encontro ocorra na quinta-feira dia 7. A informação foi divulgada pelos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo. A formalização da data deve ocorrer nas próximas horas por meio da Casa Branca.

A visita vinha sendo postergada desde março, diante de dificuldades para conciliar agendas entre os dois governos. A reunião, no entanto, já vinha sendo negociada desde o fim do ano passado e foi alinhada em janeiro, durante uma conversa telefônica entre Lula e Trump.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) destacou a relevância do encontro no contexto das relações econômicas bilaterais.
“Esse encontro é muito importante, porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, mas são o primeiro investidor no Brasil, e compram produtos de valor agregado, manufatura, avião, automóvel, motores, máquinas”, afirmou.
Alckmin também comentou medidas comerciais recentes adotadas por Washington e defendeu o aprofundamento do diálogo. “Aquele tarifaço não tinha sentido, porque os Estados Unidos têm déficit na balança comercial com muitos países do mundo, mas não têm com o Brasil. Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício de dois grandes países”, disse.
O vice-presidente ressaltou ainda que a orientação do governo brasileiro é priorizar o entendimento entre as duas nações e ampliar oportunidades de cooperação econômica. “Estamos vivendo outro momento, passando o tarifaço e agora é fortalecer essa parceria, derrubar também barreiras não tarifárias, tem espaço na questão das big techs, terras raras, minerais estratégicos, vai ter aqui o Redata, um programa para atrair data center, tem muita oportunidade de investimentos recíprocos”, declarou.
A possível viagem de Lula ocorre poucos dias antes de Trump seguir para Pequim, onde deverá se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping.