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Translado

Itamaraty diz que não pode custear traslado de brasileira morta na Indonésia; Alexandre Pato se oferece para pagar

Família de Juliana Marins será apoiada com orientações consulares; ex-jogador Alexandre Pato se ofereceu para pagar despesas do transporte ao Brasil
Redação
25/06/2025 | 16:20

O Ministério das Relações Exteriores informou nesta quarta-feira 25 que não pode custear o traslado do corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que morreu após uma queda durante trilha no vulcão Monte Rinjani, na Indonésia, no último sábado 21. Juliana foi encontrada sem vida na terça-feira (24).

Segundo o Itamaraty, “o traslado dos restos mortais de brasileiros falecidos no exterior é decisão da família e não pode ser custeado com recursos públicos”. Em nota, o ministério afirmou que prestará o apoio necessário por meio das representações diplomáticas.

Morre brasileira que esperava resgate na Indonésia, diz família - Foto: Reprodução/Redes sociais
Juliana Marins, de 26 anos, caiu durante trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, e foi encontrada morta na terça-feira 24 - Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Embaixadas e Consulados brasileiros podem prestar orientações gerais aos familiares, apoiar seus contatos com o governo local e cuidar da expedição de documentos, como o atestado de óbito”, diz o comunicado.

A legislação brasileira veda o uso de recursos públicos para esse tipo de despesa. A Lei nº 9.199/2017 estabelece que “a assistência consular não inclui o pagamento de despesas com sepultamento e translado de corpos de brasileiros falecidos no exterior, nem despesas com hospitalização, exceto em casos médicos específicos e atendimento emergencial de caráter humanitário”.

A Embaixada do Brasil deslocou três funcionários para acompanhar a operação de resgate, realizada a cerca de 1,2 mil quilômetros de Jacarta. O trabalho durou mais de 14 horas. Segundo comunicado do Parque Nacional do Monte Rinjani, a operação foi conduzida de forma intensiva e concluída com “extremo cuidado”.

Diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela família para realizar o translado internacional, o ex-jogador Alexandre Pato se prontificou a custear todas as despesas. A decisão foi tomada após a repercussão nas redes sociais. Por meio de sua equipe, o atleta entrou em contato com os familiares de Juliana, oferecendo apoio financeiro e assumindo a logística do transporte do corpo para o Brasil.

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