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Conflito

Irã promete retaliação e quer que EUA “paguem diretamente por ataques”, diz autoridade

Após bombardeios ordenados por Trump, governo iraniano afirma que guerra pode durar dois anos e rejeita apelos por trégua
Redação
23/06/2025 | 13:55

O governo iraniano afirmou que quer que os Estados Unidos “paguem diretamente por ataques”, segundo declarou uma autoridade do país à CNN nesta segunda-feira 23. A declaração ocorre dois dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenar bombardeios contra três instalações nucleares no Irã, no sábado 21.

A ação americana intensificou o sentimento antiamericano no Irã, com protestos e manifestações que, de acordo com a autoridade, aumentaram a pressão popular por retaliações. “O moral está alta e a imensa demanda do povo iraniano para atacar Israel não tem precedentes”, afirmou a fonte, acrescentando que os pedidos do público por ofensivas contra Israel são “um elemento para intensificar os planos de batalha do Irã”.

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Autoridade iraniana afirma que pressão popular por retaliação contra Israel está influenciando planos militares do país - Foto: Reprodução/CNN

A mesma autoridade indicou que Teerã projeta que a guerra possa durar até dois anos. “Estamos preparados para isso”, disse. Ela também afirmou que o Irã vê os pedidos internacionais por uma pausa temporária no conflito como “um engano para avaliar a preparação do Irã para continuar os ataques”.

Há 11 dias, Israel lançou uma ofensiva surpresa contra o Irã. Desde então, os dois países trocam bombardeios diários, com centenas de mortos registrados.

Autoridades americanas advertiram o Irã a não retaliar os recentes ataques. Donald Trump afirmou que qualquer resposta iraniana contra os Estados Unidos será enfrentada com “uma força muito maior” do que a utilizada no último fim de semana.

No domingo 22, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, informou que as forças americanas aumentaram a proteção de suas tropas na região, incluindo bases no Iraque e na Síria.

Os Estados Unidos mantêm cerca de 40 mil militares no Oriente Médio. Parte dessas tropas opera sistemas de defesa aérea, caças e navios de guerra com capacidade para detectar e interceptar mísseis inimigos. Apesar disso, as posições permanecem vulneráveis a novos ataques.

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