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Guerra

Irã permite passagem de navios com bens essenciais pelo Estreito de Ormuz

Medida ocorre sob controle reforçado da rota; Iraque terá circulação sem restrições enquanto tensões seguem elevadas
Redação
04/04/2026 | 17:12

O Irã anunciou a liberação da passagem de embarcações que transportam bens essenciais pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo. A decisão ocorre em meio ao bloqueio parcial e ao aumento das tensões na região.

De acordo com informações divulgadas pela agência estatal iraniana, a autorização contempla navios com cargas como alimentos básicos e insumos voltados à criação de animais. Ainda não há detalhamento completo sobre outros tipos de produtos incluídos na medida, nem confirmação sobre a liberação para embarcações de países considerados adversários.

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Passagem parcial no Estreito de Ormuz é autorizada pelo Irã em meio à tensão internacional Foto: Freepik

A orientação foi formalizada em documento enviado a autoridades ligadas à gestão portuária do país, com determinação para que sejam adotados os protocolos necessários à travessia segura das embarcações autorizadas. O governo iraniano também informou que será elaborada uma lista específica com os navios liberados para circulação, com o objetivo de coordenar o tráfego na região.

Segundo autoridades militares iranianas, o Iraque terá trânsito garantido pelo estreito sem qualquer tipo de restrição, indicando tratamento diferenciado em relação a outros países.

O cenário ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e à pressão internacional pela reabertura completa da rota marítima. No mesmo dia do anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, voltou a pressionar o governo iraniano.

Em publicação recente, Trump afirmou que o prazo para um acordo está se esgotando e estabeleceu um limite de 48 horas para que o Irã avance nas negociações ou promova a liberação do estreito, ameaçando consequências severas caso isso não ocorra.

O Estreito de Ormuz é considerado vital para o comércio global de energia, concentrando parte significativa do transporte marítimo de petróleo, o que torna qualquer restrição na área um fator de impacto direto nos mercados internacionais.