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Conflito

Irã exige compensação dos EUA por danos a instalações após guerra de 12 dias no Oriente Médio

Vice-chanceler afirma que Teerã apresentará queixas formais à ONU contra bombardeios americanos e volta a acusar Israel por ataques durante o conflito
Por O Correio de Hoje
12/03/2026 | 14:50

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou nesta quarta-feira, 11, que os Estados Unidos devem compensar o país pelos danos causados a complexos militares e nucleares iranianos durante a chamada Guerra dos 12 dias no Oriente Médio. Segundo ele, o governo de Teerã pretende apresentar queixas formais à Organização das Nações Unidas (ONU) contra Washington pelos bombardeios realizados durante o conflito.

“Os Estados Unidos enviaram mensagens ao Irã pedindo o fim da guerra, mas precisam responder pelos danos causados às nossas instalações”, declarou Khatibzadeh em entrevista ao canal libanês Al Mayadeen, reproduzida pela emissora estatal iraniana Press TV.

Teerã
Irã exige compensação dos EUA por danos a instalações após guerra - Foto: Reprodução

O diplomata também responsabilizou Israel pelos ataques e afirmou que o país está preparado para reagir a qualquer nova ofensiva militar. As declarações foram feitas um dia após a entrada em vigor de um cessar-fogo mediado pelo presidente americano, Donald Trump, que foi aceito por ambos os lados na terça-feira, 10.

Apesar da trégua, Khatibzadeh demonstrou forte desconfiança em relação a Washington. “O que não pôde ser alcançado por meio de agressão também não será alcançado por meio da diplomacia”, afirmou.

O vice-chanceler iraniano também criticou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, acusando-o de ter “preparado o terreno para o confronto” ao questionar o programa nuclear iraniano nos meses que antecederam a escalada militar.

As declarações reforçam o clima de tensão no Oriente Médio mesmo após o cessar-fogo. Analistas avaliam que as eventuais ações do Irã na ONU podem ampliar a disputa diplomática entre Teerã e Washington, enquanto permanecem incertas as perspectivas de estabilidade duradoura na região.