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Cultura

Iphan cria plano para proteger a capoeira potiguar e preservar Patrimônio Cultural

Documento estabelece ações estratégicas para proteção da prática cultural e prevê execução e reavaliação ao longo de quatro anos
Redação
24/08/2025 | 08:53

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou o Plano de Salvaguarda da Capoeira no RN, documento que define estratégias para proteção e continuidade da prática cultural registrada como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O plano estabelece ações voltadas à preservação da roda de capoeira em praças, escolas e demais espaços de convivência, garantindo que a tradição seja transmitida às futuras gerações.

O Plano de Salvaguarda é fruto do trabalho coletivo dos capoeiristas do estado, mobilizados desde 2014 pelo Conselho de Mestres e Mestras de Capoeira do Rio Grande do Norte (COMCAP-RN).

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Capoeiristas do Rio Grande do Norte participaram da elaboração do Plano de Salvaguarda, lançado pelo Iphan para proteger a tradição cultural local. | Foto: COMCAP-RN

Por meio de um Comitê Gestor e de um Fórum participativo, os mestres e praticantes discutiram propostas, superaram divergências e definiram diretrizes que beneficiam todo o coletivo da capoeira potiguar.

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Durante as reuniões entre o Iphan e os capoeiristas, foi pactuado que o plano terá execução de quatro anos, ao fim dos quais será reavaliado e ajustado para os períodos seguintes.

O documento segue orientações do Manual de Elaboração de Planos de Salvaguarda do Iphan, disponível em português e espanhol, que detalha como diagnosticar políticas públicas e ações de preservação cultural.

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O plano estabelece ações voltadas à preservação da roda de capoeira em praças, escolas e demais espaços de convivência, garantindo que a tradição seja transmitida às futuras gerações. | Foto: Acervo CNFCP/Iphan

A capoeira, combinando luta, dança, música e filosofia, foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil em 2008 pelo Iphan, com o registro do Ofício dos Mestres de Capoeira e da Roda de Capoeira.

Em 2014, a prática também foi inscrita pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, consolidando sua importância como expressão de resistência histórica e formação da sociocultura brasileira.

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