O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro negou nesta quinta-feira 4 ter defendido a substituição do Pix pelo sistema americano Zelle. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que suas declarações foram retiradas de contexto e classificou como “patifaria” as publicações que atribuíram a ele a proposta de troca do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.
A reação ocorreu após a repercussão de uma entrevista concedida ao portal TMC News, na qual Eduardo afirmou que os Estados Unidos possuem mecanismos semelhantes ao Pix, citando o Zelle como exemplo. A fala gerou críticas nas redes sociais e levou adversários políticos a acusá-lo de defender a substituição da ferramenta brasileira.

No vídeo, Eduardo afirmou que jamais sugeriu essa mudança e cobrou retratação dos responsáveis pelas publicações.
“Exijo uma retratação. Eu absolutamente jamais disse isso. Desafio a mostrar um vídeo em que eu tenha dito algo nesse sentido”, declarou.
Segundo o ex-parlamentar, sua intenção era apenas destacar que existem sistemas semelhantes ao Pix nos Estados Unidos, o que poderia servir como argumento em negociações entre os dois países.
Pix entra na disputa política
O tema ganhou destaque após um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. No documento, o Pix aparece entre as políticas brasileiras consideradas prejudiciais à concorrência de empresas americanas do setor de pagamentos eletrônicos.
Nos últimos dias, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a usar o assunto para criticar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Em sua defesa, Eduardo reforçou que apoia a manutenção do Pix e destacou que o sistema foi lançado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro.
“O Pix é criado por Jair Messias Bolsonaro, sem taxa e assim continuará sendo”, afirmou.
Flávio Bolsonaro também tem rebatido as críticas, sustentando que não defende qualquer alteração no sistema de pagamentos instantâneos e ressaltando que a ferramenta foi implementada durante a gestão do ex-presidente.