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Caótica

Insegurança danifica estrutura e gera preocupação na retomada das aulas na Escola Estadual Alberto Torres

Criminalidade gera problemas na estrutura da escola e dificulta volta de 100% das aulas presenciais
William Medeiros
27/10/2021 | 08:24

A Escola Estadual Alberto Torres, situada em Petrópolis, na zona Leste de Natal, tem enfrentado dificuldades para o retorno das aulas de modo 100% presencial. Na segunda-feira 18, a diretora Ilkecia Kalini relatou ao Agora RN que um dos maiores desafios é a falta de segurança, que gerou preocupação e prejudicou a estrutura do prédio. Esse problema trouxe dificuldades aos 255 alunos matriculados.

“A gente sentiu muito aqui em relação às questões de assalto, inclusive sabemos que não é só uma realidade nossa. Nesse momento em que a escola ficou fechada (durante a pandemia) tivemos muitas questões de arrombamentos. Ficamos com problema em janelas, na parte de estrutura mesmo e alguns itens foram levados”, apontou a diretora.

Insegurança danifica estrutura e gera preocupação na retomada das aulas na escola estadual alberto torres
Escola Estadual Alberto Torres. Foto: José Aldenir/Agora RN

Ao todo, a escola passou por quatro ocorrências de assalto e arrombamentos desde o início da pandemia. Foram levados ventiladores, carcaça de ar-condicionado, fio de cobre, dentre outros objetos. “Eu vi a hora ficar sem nada. Deixam o prejuízo para a gente, pois quebram a janela. O pior é isso aí, que fica o prejuízo para a gente consertar”, complementou.

O Alberto Torres fica situado nas proximidades do antigo Hospital Ruy Pereira, que atualmente se encontra abandonado. A diretora contou que a ação de vândalos no local vizinho prejudicou a escola. “Eles estavam levando tudo e acabaram quebrando uma parte do muro da gente. Teve a questão também da insegurança, pois eles passavam o dia aí. Eram vândalos”, disse. Segundo a gestora, caiu uma viga dentro da instituição por causa dos acontecimentos.

Um dos alunos relatou que vândalos fizeram um buraco no muro para entrar na escola e fazer roubos. Por causa dessas situações, Ilkecia pediu apoio à Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC) e à Polícia Militar para evitar futuras ocorrências.

Sobre os casos de insegurança na escola, a PM emitiu uma nota comentando as ações realizadas para combater a criminalidade na região. “A Polícia Militar do Rio Grande do Norte determinou a intensificação do policiamento na área para proporcionar uma melhor segurança no local. Além disso, o 1º Batalhão da PM, vem garantindo o sucesso de ações como a ‘Operação Alvorada Segura’, que realiza o patrulhamento nas primeiras horas do dia, no horário de deslocamento de alguns alunos aos espaços escolares, em pontos estratégicos da Zona Leste de Natal, incluindo a região do Bairro Petrópolis, onde a Escola Estadual Alberto Torres está localizada”.

“A Polícia Militar, alinhada às demandas da sociedade, também está realizando a Prática de Policiamento Ordinário em deslocamento a pé nas principais ruas da região durante todo o dia. A Instituição sempre estará buscando a melhor forma de prestar um serviço de excelência a toda população”, diz o comunicado.

Sobre o assunto, a secretaria de Educação afirmou que vai tomar providências. “A SEEC irá dialogar com a gestão da unidade de ensino para, juntos, notificar o proprietário do terreno do antigo Hospital Ruy Pereira para que a segurança do imóvel seja reforçada”, disse a assessoria de comunicação.

Segundo o aluno Franklin Ferreira, de 16 anos, os roubos prejudicam a estrutura da escola e, consequentemente, o desempenho dos alunos nas aulas. “Está sendo ruim, porque roubaram os ventiladores”, disse. Ele conta que algumas vezes tira a máscara de proteção contra o coronavírus por causa do calor, mas a professora acaba chamando sua atenção.

“Tem essas situações estruturais que precisam ser vistas: os problemas que estavam antes da pandemia e ainda estão agora. A questão de segurança, estrutura física, carteiras, essas coisas. Já foi informado na secretaria para a Secretaria e a gente ainda aguarda”, relatou a diretora. Ainda de acordo com Ilkecia, ainda tem muita coisa a ser feita. “Como carteiras, essa parte mesmo de vazamento, essas partes de melhoras que a escola tem que ter”, complementou.

Para auxiliar o processo de retomada, a instituição adotou alguns protocolos como o distanciamento entre as carteiras na hora da aula e do lanche, isolamento com fitas nas salas de aula, divisão das turmas, distribuição de álcool, instalação de pias, organização dos banheiros e ainda foram feitos cartazes na própria escola com os alunos, com o objetivo de conscientizá-los. Segundo a diretora, a maior dificuldade é fazer os alunos seguirem as medidas individualmente. “Tem muitos meninos aqui que são desobedientes”, disse a coordenadora da escola, Maria de Lourdes, que contou sobre a dificuldade de fazer os alunos seguirem os protocolos.

“A escola estadual Alberto Torres será incluída no plano de reformas e manutenções do Programa Nova Escola Potiguar, que deve concluir esses serviços até o final de 2022”, disse a assessoria de comunicação da SEEC sobre os problemas da estrutura da escola.

Uso de tecnologias

A escola fez cadernos de atividades nos últimos meses de pandemia, formou grupos de WhatsApp, entre outras ações. Mesmo assim, existiram dificuldades acerca do ensino e aprendizagem de conteúdo. “É difícil porque eles não têm telefone, não têm acesso a internet, então foi uma dificuldade muito grande”, contou a diretora.

A SEEC se pronunciou sobre o assunto e disse: “Para aqueles que tiveram dificuldade no acesso a internet, a SEEC levou ao ar aulas via TV aberta, todos os dias da semana, com conteúdos do ensino fundamental, médio e EJA. Ainda neste ano, a pasta realizará compra de equipamentos de informática e iniciará a universalização de internet banda larga na rede estadual”.

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