BUSCAR
BUSCAR
Economia

Inflação no RN espelha tendência de desaceleração e foco no controle de preços em 2026

IPCA nacional fechado em 4,26% em 2025 e projeções do mercado mostram convergência da inflação à meta oficial em 2026; dados regionais apontam dinâmica de preços mais moderada no Estado
Redação
09/02/2026 | 16:41

O Rio Grande do Norte deve encerrar 2026 em um ambiente de inflação moderada, em linha com a tendência nacional de desaceleração dos preços ao consumidor, enquanto previsões do mercado financeiro indicam perspectivas mais estáveis para o ìndice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano.

No Brasil, o IPCA, considerado a inflação oficial, registrou variação de 0,33% em dezembro de 2025 e acumulou alta de 4,26% ao longo do ano, ficando abaixo do teto da meta de inflação (4,5%) estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

WhatsApp Image 2026 02 09 at 16.31.36
A inflação no RN (4,5%) ficou ligeiramente mais alta que média nacional (4,26%) - Foto: Reprodução

Dados regionais sugerem que o Rio Grande do Norte acompanhou essa trajetória de moderação dos preços em 2025. Levantamentos setoriais indicam variações de inflação mais contidas em indicadores locais, como o custo da construção civil, no qual o Estado liderou o Nordeste com o menor crescimento acumulado até novembro de 2025 (3,71%), abaixo das médias regional e nacional.

Embora os índices específicos de IPCA segmentados por Estado não tenham sido amplamente divulgados em bases similares às nacionais, estimativas de pesquisas regionais apontavam inflação acumulada de quase 5% em Natal no meio do ano, refletindo pressões pontuais em grupos como transportes.

Para 2026, o boletim Focus — pesquisa semanal com expectativas de instituições financeiras compilada pelo Banco Central — traz uma redução consistente nas projeções de inflação. Pela quinta semana consecutiva, a previsão para o IPCA em 2026 foi reduzida e está dentro da faixa da meta oficial (3% com tolerância de ±1,5 ponto percentual, ou seja, entre 1,5% e 4,5%).

O relatório aponta ainda expectativas de inflação estáveis para 2027 (3,8%) e ligeiramente menores para 2028 e 2029 (3,5% para ambos os anos), indicando crença do mercado em uma convergência gradual dos preços ao centro da meta de 3%.

Esse cenário estimado ocorre em meio a um contexto de juros elevados no país — com a taxa Selic em 15% ao ano — e à expectativa de que, se a inflação continuar sob controle, o Banco Central possa iniciar reduções na política monetária ainda no primeiro semestre de 2026.

A combinação de inflação acumulada moderada em 2025, pressões mais amenas nos preços em setores regionais e projeções de convergência à meta para 2026 sugere que o Rio Grande do Norte deve enfrentar um ano de inflação mais controlada, embora o acompanhamento dos preços ao consumidor no âmbito local e nacional continue sendo essencial para entender os efeitos sobre a renda e o consumo dos potiguares em 2026.