O secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, confirmou que a obra da engorda da Praia de Ponta Negra pode não ser concluída até o final de 2024, como inicialmente previsto. Ele admitiu “imprevistos” no processo e afirmou que será necessário um pequeno atraso no cronograma, com a conclusão podendo se estender por “algumas semanas” em janeiro de 2025.
“O cronograma está dentro do esperado, dentro do executado. Ainda temos o grande sonho e vontade de finalizar 100% em 2024, mas sim, há uma possibilidade, inclusive boa, significativa, de que algumas semanas de janeiro sejam necessárias,” afirmou o secretário.

Thiago explicou que, embora a execução da obra seja relativamente simples, a complexidade do ambiente e a dinâmica costeira têm apresentado desafios. “É uma obra que a execução é simples, é você deslocar a areia, mas o ambiente é complexo, né? A dinâmica costeira realmente requer talvez imprevistos que aconteçam,” detalhou.
Além dos imprevistos, o secretário destacou que houve a necessidade de reforçar o volume do aterro hidráulico, inicialmente previsto para 1,1 milhão de metros cúbicos. Esse ajuste visa prolongar a durabilidade e eficiência da intervenção. “Ao avaliar o aspecto volumétrico do aterro hidráulico, que estava previsto para 1 milhão e 100 mil metros cúbicos, a gente está reforçando esse volume para que possamos ter um tempo de vida útil ainda maior desse aterro, fazendo as suas funções de proteção à linha de costa,” explicou.
Engorda de Ponta Negra 70% concluída
A obra da engorda irá conter os efeitos da maré alta na orla de Ponta Negra, proteger a infraestrutura urbana e impulsionar o turismo local. O secretário tranquilizou a população quanto à realização do Réveillon em Ponta Negra, confirmando que o evento ocorrerá normalmente. “Está garantido o Réveillon, até porque nós já temos 70% de obra executada,” assegurou Thiago.
Atualmente, o aterro hidráulico da praia está cerca de 70% concluído, com um trecho de 3,2 km finalizados. Cerca de 850.000 m3 de areia já foram depositados na praia.
Rodolitos na areia é “processo natural”, diz secretário
A polêmica envolvendo os rodolitos, fragmentos calcários encontrados na areia, também foi esclarecida pelo secretário. “Aquele material, a gente chama de rodolitos, é um material calcário que tem no fundo do mar, em qualquer lugar do mundo. Faz parte do processo natural. No processo de explotação, não tem como fazer uma filtragem antes. Você manda o material para a linha de costa, para a praia, e aí têm equipamentos que fazem a limpeza. A Urbana já está em contratação, já está fazendo a limpeza manual, mas teremos um equipamento, como tem em Balneário Camboriú, que vai umedecer a areia e fazer essa filtragem”, afirmou.
Thiago destacou ainda que a Funpec já analisou o material e confirmou que não são corais nem há impacto ambiental relacionado a eles. “Isso tranquiliza a população e reforça que estamos lidando com um fenômeno natural e que a situação está sendo tratada com a devida responsabilidade”, concluiu.
Segundo Mesquita, a ampliação das intervenções para as demais áreas costeiras busca preservar a infraestrutura da cidade e assegurar qualidade de vida e bem-estar para os moradores e frequentadores dessas praias. “No próximo governo do prefeito Paulinho, vamos focar bastante na proteção costeira para evitar que, enquanto resolvemos o problema de Ponta Negra, outros problemas se agravem em outras praias”, finalizou Thiago Mesquita.